Blog do Ronaldo

31.05.2007

de frente pro crime


Um dos esportes mais populares do Brasil, talvez do mundo, é falar mal de outra pessoa. E em empresas, o mais comum é se falar mal do chefe, geralmente, por motivos óbvios, pelas costas do mesmo. Na hora do almoço, num café com cigarro ou no MSN, é claro que subalternos aproveitam a deixa pra tirar uma casquinha do superior no departamento: "Esse cara não sabe o que quer...", "Tive que refazer aquele troço cinco vezes...", estes são apenas alguns exemplos, os mais lights, do que pode estar circulando quando a orelha do chefe fica quente.
Mas toda firma tem um "rádio corredor", onde as fofocas rolam soltas, sempre passa um "antenado" e, mais cedo ou mais tarde, acaba-se sabendo o teor de algumas conversas supostamente privadas.
Ao mesmo tempo, tem aquele funcionário que é mesmo cara-de-pau, e solta o verbo sem medo de represálias, principalmente quando não está muito preocupado se for mandado embora.
E também existe o caso do funcionário ser humano, sempre sujeito a falhas.

Há casos onde o funcionário é mais discreto, e detona o chefe por vias indiretas, seja "fingindo" ter feito a alteração, seja fazendo uma nova proposta, seja utilizando de meios subliminares que mantenham sua própria idéia mas pareçam ter acatado as ordens superiores. Há sempre um "jeitinho" do funcionário provocar a dúvida sobre suas reais intenções.

E pra finalizar, às vezes um funcionário provoca uma dúvida tão grande, que o chefe fica pasmo e pede ajuda para os universitários.
Solicitei uns pré roteiros para uma campanha sobre alguns esportes do Panamericano no Rio. E eis que entre eles há um arquivo da esgrima, cujo conteúdo transcrevo abaixo na íntegra.

------------------------------------------

ESGRIMA

CENA I –
OFF –
GC –

CENA II –
OFF –
GC –

CENA II –
OFF –
GC –

CENA IV –
OFF –
GC –

------------------------------------------

E então, o que ela quis dizer com isso?



Escrito por ronas às 19h42

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chuá do ano


Um verdadeiro banho de água fria. Saiu a informação que o show dos Bellrays hoje vai começar às duas da manhã.
Eu passo.



Escrito por ronas às 15h23

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confesso que traí





Querida Giannini,

se perguntaste porque andava estranho, é porque havia algo no ar, sim, ao contrário da minha negativa.
Sei que ainda estamos nos primeiros passos e que algumas coisas não deveriam acontecer tão cedo, mas talvez, minha única e amada, talvez seja melhor que estas coisas demonstrem logo as inseguranças, quando ainda acreditamos nos poder salvar.

Sim, o título diz, te traí.
Confesso também que foi coisa passageira, e se me permite, quase não a toquei.
O nome dela? Fender, mais precisamente Fender Mustang. Que nome, não? Isso porque não viste a maciez do corpo, a leveza das notas. Ora, desculpe-me.

Sim, foi em casa, nossa casa. Não, quarto, não. Só ficamos na sala. Ora, desculpe-me novamente.

Mas sério, foi passageiro, nunca mais a vi, não creio que terei outra chance. Ela mora em outra cidade e é casada. E se fosse solteira talvez não acontecesse nada entre nós. O marido? Bem, foi o marido quem me a emprestou. Eu sei, é estranho, mas pode acontecer com qualquer um. Ele é meu amigo.

Eu te amo, tente enxergar isso.
Hoje me senti bem quando brincamos depois de tanto tempo. Senti que te quero todos os dias. Sei que ainda temos muito a explorar, muitos riffs e solos para nos embalar. Pense nisso.

Prometo melhorar, trocar as cordas enferrujadas, passar flanela dia sim, dia não. Prometo tocar-te mais, estudar tua língua, reinventar-te.

Fique comigo. E se um dia eu encontrar Fender de novo, que seja uma Jaguar, que é ainda mais bonita...



Escrito por ronas às 00h09

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30.05.2007

wishlist






Escrito por ronas às 18h05

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eu de tpm





Que cazo tô fazendo acordado?



Escrito por ronas às 02h19

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eu de tpm





Que cazo tô fazendo acordado?



Escrito por ronas às 01h16

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29.05.2007

marvel x dc





A famosa campanha da Apple em que pessoas jovens, modernas e bem vestidas dialogam com gordos engravatados, supostamente Windows, ganhou uma paródia no Youtube, dessa vez retratando a diferença entre quadrinhos.

Aqui.



Cobraram o crédito. Quem enviou foi o Fábio, tá, gente?

era o que me faltava



Escrito por ronas às 11h56

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psicotrópico





Primeiro o Alex gravou pra mim do LP, depois relançaram a coleção do cara, que virou cult entre os modernos.
No Atonal as informações são mais precisas, mais bem escritas.
Semana passada a Fernanda foi entrevistar o príncipe Ronnie e eu pedi um autógrafo. Depois até tentei me gabar, mas o Alex já tinha um, com dedicação de feliz aniversário. Muito chique.
Pra mim resta apenas o consolo de ser chamado de o psicodélico.
Não sei daonde ele tirou isso, mas curti.



Escrito por ronas às 11h22

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nhé


seu mapa astral ficou legal?

putz
loucura

falou que tem um moreno na sua vida?

putz

toda cigana fala "tem um moreno na sua vida"

até na dinamarca

na dinamarca deve ser diferente
"você quer ter um moreno na sua vida"

ou, "o q vc acha de morenos?"



Escrito por ronas às 11h03

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rush





Como você pode perceber, minha entrega ao leitor tomou proporções absurdas, e os mapas astrológicos acima são prova disso. O leitor obviamente sabe decifrar os enigmas do ser aqui pelo mapa astral [acima], ou, caso queira apenas descobrir os rumos da revolução solar, está tudo detalhado no congestionamento das linhas do mapa logo abaixo.
E se você não entendeu nada, não se preocupe, você não está sozinho.



Escrito por ronas às 09h48

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28.05.2007

fim do mundo





O eminente fato já atinge esferas mais altas na consciência humana.
Essa foi enviada pelo Marco.
Clique aqui.



Escrito por ronas às 18h21

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segunda-feira






Escrito por ronas às 00h04

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27.05.2007

organizare necessarium est





De tanto pular pra lá e pra cá, um dia os cds acabaram em pastas, as contra capas amontoadas em sacos plásticos. Depois da estada em Portugal, então, a ordem alfabética dançou, perderam-se peças importantes, o caos generalizou-se.
Agora a casa fixou, as estantes chegaram, comprei capas de acrílico, e parece que vai ficar tudo bem.



Escrito por ronas às 13h15

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26.05.2007

elementar





Quando olhei com calma o anúncio na revista Wire, pensei comigo, "mas que mistureba".
Os caras que elogiavam o cd iam de Flea do Red Hot até John Medeski, mago tecladista do Medeski, Martin & Wood.
O cd era um greatest hits de um tal de Marvin Pontiac, do qual nunca havia ouvido falar.
Isso foi em 1999/2000, e não resisti e encomendei o cd.

Segundo o encarte, Marvin era um paciente do Esmeralda State Mental Institution, e morreu em 1977 atropelado por um ônibus.

O som, bastante eclético, demais de bom.
Vi que quem acompanhava a voz de Marvin, entre tantos, era o próprio Medeski, além de Marc Ribot e Evan Lurie. Um tremendo time de músicos, que, entretanto, me deixou com uma pulga atrás da orelha, porque se o cara havia morrido em 77, como esse povo se juntou? Ok, temos tecnologia, mas será?
Prestando mais atenção, reparei que o nome do fotógrafo - segundo o encarte, um "companheiro" de Marvin no hospital - Nehpets Notrot, se lido ao contrário, formava Stephen Torton, que além de expor seu trabalho pelo mundo das artes, fez retratos de ícones como Jean Michel Basquiat. Tava armado o embroglio. Descobri que era uma "farsa", mas como era música boa, deixei quieto.

Essa semana resolvi que queria escrever sobre John Lurie, saxofonista do sensacional Lounge Lizards, e também parceiro de Jim Jarmush em obras de arte como "Stranger Than Paradise" e "Down By Law". E não é que sem querer descobri que John Lurie e Marvin Pontiac são a mesma pessoa. Caso encerrado.



Escrito por ronas às 14h18

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lobo bom





O som estava ruim, atravessando nos agudos, e as letras sumiam. O quinteto de cordas de enfeite.
O cenário do palco cafona, molduras de quadros.
Via Funchal grande demais para um acústico, mas pequeno demais pro Lobão. Eis a questão. Nada disso importa, porque no fim das contas era ele soltando verbo, na sua essência: Cadê meu uísque, porra!



Escrito por ronas às 13h32

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25.05.2007

show do ano




É sempre bom lembrar: quinta dia 31, tem Bellrays no clube Inferno, em SP. Suingue pesado, horas punk puro, e, esperamos, surpresas como a versão de "Highway To Hell", dos AC/DC. Clique aqui para assistir.



Escrito por ronas às 18h52

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post reciclável...


burp
O companheiro Adão ligou, está de passagem por SP, e convidou pra assistir ao show acústico Lobão, hoje, no Via Funchal.
Poucas vezes o encontrei e nunca havia falado com ele por telefone.
Foi engraçado.
Talvez por causa das trocas de e-mail, ou por causa das tirinhas no jornal, ou até mesmo por nossa índole pudica; o fato é que, por ser uma intimidade assumida, durante toda a conversa esperei por um arroto. Que pra minha surpresa, não veio.



bah tchê bah
Quarta-feira assisti ao jogo do Grêmio portoalegrense ao lado da Pands e do colega Mauro Dahmer.
Pands é corintiana e, todo mundo sabe, gaúcha wannabe; já o Mauro é daqueles que, mesmo radicado há trezentos anos em São Paulo, mantém o sotaque, o orgulho e a testosterona de vitrine do povo do sul.
O jogo tenso, Mauro se contorcendo na torcida, Pands e eu, em respeito, copos em riste, comentários leves. Vem o segundo brinde, respiro fundo e chuto: radical esse "sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra" nas faixas; é do hino do Grêmio?
- Bah, não, é o hino do estado.
- Ãh?
- É, nos jogos, cantamos o hino do estado do Rio Grande do Sul.

Uau.... eu nunca imaginei que estado tinha hino. Alguém aí sabe o hino do próprio estado?



indagora
- Alice, vem almoçar!
À mesa.
- Que é que tem?
- Feijão, arroz, frango, salada, batatas.
- Não quero frango.
- Você não gosta de frango?
- Gosto, mas tô sem fome.
...
- Acabei.
...
- Alice, você quer sobremesa?
- Que é que tem?
- Bolo.
- Oba, quero.
- Mas não é aquele de chocolate que você gosta.
- Qual que é?
- De maçã, com canela e passas.
- Ah, então não quero.
- Ó, tem Bis.
- Então eu quero.



1.
... com edições durante o dia. Apenas nos momentos de paz. Aguarde.



Escrito por ronas às 10h34

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24.05.2007

chave tetra





Marco amava Helen que amava Guto que amava Rosa. Todo mundo conhece essa história.
Só que na verdade Marco não amava Helen nem amava ninguém, Marco queria comer Helen porque Helen tinha uma bunda boa demais.
E Helen também não amava Guto, mas como ele namorava Rosa, e Rosa era metida a besta, Helen ficava esfregando os pés nas canelas de Guto por baixo da mesa do bar.
Marco de tanto insistir comeu Helen, e depois comeu Rosa, no dia em que ela soube que Guto havia telefonado para Helen.
Mas Helen gostou de dar para Marco, e quando Guto telefonou ela inventou uma desculpa.
Rosa chorou quando soube que Marco já havia comido Helen, mas outro dia topou uma transa a três.
E Guto ficou chupando o dedo.
Todo mundo conhece essa história.



foto: portão lá da casa da Vila Romana, 2003



Escrito por ronas às 01h02

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23.05.2007

picadinhos




"Quando chove é sempre esse trânsito..."



Escrito por ronas às 12h09

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vergonha alheira




Dentre os seis milhões de curiosidades linguísticas entre o português do Brasil e o de Portugal está o fato de que lá chama-se os meninos de putos. E dentre as quatro curiosidades imbecis das minhas férias, está o fato de que visitei dois países dos quais, atualmente, a seleção brasileira de futebol é freguesa.
No Porto, durante um passeio pelas ruelas que contornam a Ribeira, cruzamos com meninos batendo uma bola, quando a mesma lhes escapou e veio em minha direção. O bonitão aqui tratou de iniciar a brincadeira driblando os meninos enquanto narrava um fictício jogo de futebol, lá vai Ronaldinho, passa por um, passa por dois... Ronaldinho prá lá, Ronaldinho pra cá, os meninos não esboçaram nenhuma reação, e muito pelo contrário, começaram a rir, sarcásticos. Só então a ficha caiu, naquela época o Ronaldo deles havia dado um show no jogo em que venceram por 2 a 1. Devolvi sem graça a bola pra eles. Putos!



foto: Fernanda



Escrito por ronas às 10h40

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22.05.2007

passatempo




Ontem o Caco saiu da jogatina de w11 dizendo que o que estragava a vida dele hoje em dia eram justamente nossas segundas cervejentas, cigarrentas e madruguentas. É uma injustiça se culpar esse momento de rara felicidade na semana. Tudo bem, eu poderia escrever um tratado sobre a ressaca moral e tabágica com que se acorda na manhã seguinte; passar a noite divagando sobre o efeito das goleadas sofridas, sobre o penalti perdido, ou aquele lance que determinou a derrota no último minuto, mas seria perda de tempo.
Ficaremos apenas com mais uma pérola da filosofia Simpson, "A culpa é minha, eu a coloco em quem eu quiser". No caso, no que você quiser, não é, Caco?



foto tirada de alguma nota na qual noticiava-se a criação de um Homer Simpson caso ele existisse entre os humanos



Escrito por ronas às 22h02

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antes da cruz


É bom deixar claro que, projetos como os mencionados abaixo, mesmo com todos os problemas, são melhores do que não termos acesso a nada. E em particular, projetos como o do Ivaldo, que lidam com as populações mais carentes, são melhores do que deixarmos tudo ao deus dará. Pior sem eles.



Escrito por ronas às 15h31

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contrastes





Nadando contra a maré do oceano dos meus dogmas, o final de semana foi de balada.
Houve festas de aniversário, intensivão visual no Resfest, e até algo próximo de teatro eu fui ver, na verdade dança, o que dá na mesma, pois o público é bem parecido; velhos, gente da USP e amigos dos atores. Eu preenchia dois desses itens.
Curioso é que na sexta encontrei o Arthur que comentou que passou por uma fase em que via balés e lágrimas vinham-lhe aos olhos. Curioso porque não consigo imaginá-lo num teatro vendo balé. Arthur é rock de corpo e alma.
Mas como alma é um item fora de moda, não foi muito diferente nesses eventos que vi, apesar do esforço criativo das minhas sensações.




No sábado fui assistir aos espetáculos "Cidadão Dançante" e "Tudo Que Gira Parece a Felicidade", ambos de Ivaldo Bertazzo.
Nunca havia assistido a nada dele e havia uma grande espectativa, por tudo que falam por aí, e porque "Cidadão Dançante" é um projeto aberto, onde seres normais como eu e você [???] podem participar, desde que paguem o curso. E de fato no palco havia de tudo, jovens, gordas, velhos. E por esse ponto de vista logo no começo achei que fosse me emocionar com tudo aquilo. Mas não, o espetáculo foi repetitivo e monótono. A música ruim. Segundo minha amiga, que participou do projeto, eu não devia ser tão crítico porque aquilo era apenas um ensaio aberto, de algo que vai acontecer lá pra setembro.
Mas se no ensaio a música é ruim e a coreografia idem, não vejo porque o espetáculo de verdade poderia ser bom.
"Tudo Que Gira Parece a Felicidade" é resultado das oficinas que Bertazzo realiza em comunidades carentes. Como já me envolvi nesse tipo de trabalho, de novo fiquei na expectativa. E de novo me decepcionei.
É verdade que meus olhos se encheram de lágrimas em alguns momentos, mas considerando que eu chorei vendo as crianças tocando em "Escola do Rock", isso não quer dizer muita coisa. Crianças realizando atividades artísticas me fazem chorar.
Mas, de novo, foi uma coisa monótona e repetitiva, e a música, dessa vez, ainda pior. Nada próximo do universo desses jovens, como deu pra perceber na saída, na frente do TUCA, onde, enquanto esperavam o ônibus, fizeram uma roda, e com palmas cadenciavam o rap enquanto faziam malabarismos entre a capoeira e o break.
Resumindo, tudo muito bom em conceito, porém mal realizado.





Também no sábado, porém pela manhã, e no domingo, o dia inteiro, saí da minha carcaça pra acompanhar o Resfest, evento multimídia também conhecido como Nokia Trends.
Eu simplesmente abomino qualquer evento "festa de firma" como esses que trazem nomes de celular ou operadora dos mesmos. Fujo de tendas de techno e de samba rock. Mas profissionalmente preciso estar "conectado", e com ajuda de uma credencial, acabei encarando a parada. Não posso negar que tinha alguns filmes bacanas, se é que posso chamá-los de filmes, com idéias bem realizadas. Entretanto, no geral, como em todo evento desse naipe, a maioria das produções é vazia, sem alma, aquela que já mencionei acima.





E assim eu volto pra ladainha da hora, ou seja, todo o blábláblá de quanto a sociedade anda perdida, sem foco. Diz a propaganda, imagem é tudo. Design descolado entulhado de virtuosismo tecnológico. Não se ri, não se chora, e ficamos procurando pretextos para reclamar da confortável poltrona da Cinemateca. Deu pra cochilar um pouco em algumas sessões.





Estou relendo "Zen e a arte da manutenção das motocicletas", de Robert M. Pirsig. Tem muito a ver com tudo isso [o que, cara pálida?], e espero tecer maiores comentários quando terminar.



Fotos expostas no Resfest. Por Shoichi Aoki, que registra a cena de moda de rua do Japão desde 1997.



Escrito por ronas às 04h27

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19.05.2007

velho safado


Toda vez que leio Bukowski penso em rasgar essas páginas. Mas descobri que laptops têm telas duras e caras.



Escrito por ronas às 11h17

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18.05.2007

curta o curta





Uma coisa que eu nunca disse aqui é que, ao contrário dos longa-metragem, em geral os curtas brasileiros conseguem ser mais bem resolvidos, talvez porque não haja uma regra definida quanto ao tempo de duração e os roteiros ficam mais concisos, a direção maleável, um se adaptando ao outro.

"Tarantino's Mind" [direção e roteiro coletivo 300 ML] tem um pique "Coffee and Cigarettes", do Jarmush, mas te prende por isso que falei no primeiro parágrafo e por causa do já mencionado Selton Mello, que dispensa comentários, e que atua ao lado de um Seu Jorge bem Seu Jorge, ou seja, meio nada. Talvez atuar ao lado de caras como o Selton te transformem em meio nada, mas daí Seu Jorge deixa de ser meio nada e se transforma num nada completo.

Bom, como é um curta, nem vou contar mais. É bem legal, clique e veja.



Escrito por ronas às 12h20

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possíveis respostas


Como blogue não tem ombudsman, os leitores acabam fazendo esse papel. Volta e meia estou escrevendo e penso no quanto isso pode afetar x ou y, afinal aqui deve aparecer todo tipo de gente. Não sei se tudo que eu quero transparecer realmente transparece, e não sei se devia me preocupar com isso, pois convenhamos que é só um blogue.
De qualquer forma deve ter um pouco de mim que acha que há uma grande importância em estar aqui, desnudando partes da própria personalidade. E se você aparece e comenta, pra alguma coisa presta.
Li por aí que blogues não são diários, são bulas. É um conceito curioso, e me pego pensando se esses fragmentos de crises fazem algum sentido, já que em teoria aqui deveria ter bula de humor e não de auto-ajuda. Mas é ou não é engraçado ler um idiota tentando se explicar?

Veja bem, meter o pau no mundo é fácil. Complicado é assumir uma postura, dar a cara pra bater.

Mas o propósito desse post não é choramingar, nem explicar, pelo menos não muito.
Só queria deixar claro que, apesar de alguns textos mais amargos, e apesar de algumas colocações serem interpretadas como uma reclamação constante contra o mundo em que vivemos, na verdade sou um cara pra cima, geralmente de bom humor, até mesmo na hora de acordar, mesmo que a única pessoa que tenha provas disso seja eu mesmo.

Mas nada disso impede que eu olhe pro lado e veja o que está acontecendo.

Vou voltar ao assunto do texto verdade dita, que provocou os comentários que me levaram a refletir sobre a baboseira acima [e abaixo]. É que hoje [ontem] no Caderno 2 do Estadão, tem uma matéria sobre uma peça de teatro que explica, um pouco, o porquê de eu ser assim. A peça é "O incrível menino na fotografia", de Fernando Bonassi, e conta a história de um menino que fica "preso" numa fotografia de escola, dessas em que aparece uma mesa, um globo sobre ela, e atrás um mapa ou uma bandeira. Hoje em dia não se faz mais esse tipo de fotografia, a não ser que seja do prefeito de uma cidade do interior. Enfim, na peça o tempo passa e o cara fica lá, grudado na foto, provavelmente avaliando estático as mudanças ao seu redor.

Não vi a peça, provavelmente não vou ver, mas o que me chamou a atenção foi que o autor disse que a peça tinha a ver com a minha geração, que já não sabe mais o que fazer pra mudar a situação, e que acaba não fazendo nada. E indo mais além, na minha interpretação, acaba se "enquadrando" no esquema.
Acho que esse tipo de sensação é que acaba ficando visível nos textos "sérios". E isso incomoda, a mim enquanto escrevo [como agora], e a quem veio ver se há alguma piada na ordem do dia.

Óbvio que de lá [tempo das fotos] pra cá muita coisa mudou pra melhor. Diz a lenda que meu pai teve que queimar livros pra não ser preso durante a ditadura. Hoje a possibilidade disso acontecer é bastante remota, salvo quando aparece um Roberto Carlos da vida. Mas não deixa de ser assustador que somos engolidos pelo sistema de uma forma tal que, escrevo aqui sobre as sacanagens do mundo moderno e continuo pagando e usufruindo desse mundo.

Repito, não sou naive a ponto de ignorar que os tempos são outros e que a vida é assim mesmo, também determinada por bens materiais e conquistas profissionais. Mas assim como não é possível que não haja um algo mais espiritual, não é possível que não haja um algo mais material, terreno. O leitor Luiz tem razão quando diz que fazendo algo ao nosso redor já é um começo, um caminho; podemos escrever num blogue e dar uma moeda na esquina, alguns podem ajudar instituições ou ser voluntários em atividades. Mas isso também não deixa de ser uma forma de desistir, de pagar com o próprio suor, isentando a corja que realmente devia estar fazendo algo a respeito de quem necessita. Uma coisa não deveria excluir a outra, e temos o direito de cobrar isso.

Respeito. Onde essa palavra foi parar? Tem que ser muito zen pra sair no trânsito de São Paulo e pensar em respeito. E esse é só um exemplo.

Temos que viver numa boa, diz o Allan. Ele também tem razão. Eu tento. Temos que tentar. Mas temos também que abrir os olhos e ficar atentos aos fatores externos que regem nossas vidas, porque só assim há realmente alguma chance de alguma coisa mudar.

A começar por postar textos mais curtos a partir de agora.



Escrito por ronas às 00h25

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17.05.2007

retratos de uma semana vulgar




Se o lema é "falem mal, mas falem de mim", os ícones da semana estão a um botox de distância, brigando pelo primeiro lugar. É verdade que Caê entrou na parada com uma mãozinha da Luana, mas obviamente ele não deixou barato e retrucou, dizendo que Banana de Pijama, termo que a moça usou para definí-lo, é típico dela. Fica difícil saber quem é mais banana, pois já sabemos quem fica melhor de pijama.
Clodovil, o deputado preconceituoso, sexista e homofóbico, segundo o líder do PT na Câmara, admitiu ter sido cruel com suas declarações contra a deputada Cida Diogo, mas não se desculpou.
Esse tipo de post só denigre a qualidade desse blogue, mas eu tinha que fazer alguma coisa com essas fotos. Não precisa me oferecer opções.



Escrito por ronas às 17h50

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20 e poucos


Tem um site que se propõe a acertar algum objeto que você tenha pensado através de, no máximo, 20 perguntas. Tem umas falhas bestas, tipo colocar o México como portuguese speaker, mas é divertido. Abaixo uma conversa sobre o assunto, e, lá no fim, o link pra você brincar.

vou pensar numa camisinha

rs

borracha é vegetal?
rs

depende
rs
pensei num porta-retratos e o bicho entrou em pane

hahahaha
como?

tipo isso nao consta da minha base de conhecimento
motherfucker

hahahaha
pensei numa camisinha
"é usado para entretenimento?"

hahaha

oh yeah!

depende
rs
dela
digo
da moça

mas no caso é o meu
"enche-se com líquido?"

hahaha
eu nao quero saber!!!

o q é "pega"?

sei la.... perguntaram pra mim tbem

tem uma pega?
vc não é português?

te perguntaram isso?

nope
mas olha a resposta:
Pare de pensamentos malandros! Não estou autorizado a falar deste tipo de coisas, mas Eu acho que se refere a sexo.



O link: 20 questions



Escrito por ronas às 16h14

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viradagem cultural


amanhã à meia noite na vila nova cachoeirinha vai ter um negócio legal
(hahahah nada pode ser legal à meia-noite na vila nova cachoeirinha-ZN do lado do cemitério)
mas vai passar nosferatu e aquele mauricio takara vai fazer uma trilha na hora com o cacá do objeto amarelo... vai passar na parede do cemitério super gótico

pgm de indio, digo, de jovem
na minha idade só se encara isso se for pra meter depois

nem com drogas

é sarau de moderno
hmm... sarau é uma coisa moderna

tipo

os intelectuais, desde sempre , curtem algum tipo de sarau, onde mostram suas modernices pq nao tem nenhum outro lugar pra mostrar
hj em dia tem internet
mas isso é elitista
entao
os modernos querem fazer algo na frente do povo, pra se exibir e mostrar o quanto eles sao loucos e vestem a roupa original q os pobres compram no camelô
tipo eu dando aula no aprendiz, hahahahahah

hahahahha
mas foi bom vc dar aula no aprendiz, tinha q ter alguem q gostasse de rock

magina se eu ficasse mostrando design de capa de disco de pagode

super do povo



Escrito por ronas às 12h28

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verdade dita





Agradar um blogueiro é muito simples. Para ele ficar mais feliz basta um comentário novo, ou que o número de visitantes aumente consideravelmente. Alguns blogueiros gostariam de ter o esforço reconhecido num contrato milionário com um portal, ou ter sua obra transformada em livro; e alguns se contentam com qualquer selo de qualidade.
Eu gostaria de tudo isso, mas principalmente, eu gostaria de mudar o mundo. É, mudar o mundo.
Dia desses um leitor comentou que meu texto era pretensioso e é meio verdade, há uma pretensão em tudo que eu faço. Eu sei que o leitor usou o termo no sentido pejorativo, mas posso reverter a situação, e apenas afirmar que pretendo mudar o mundo; seja no dia a dia provocando uma gargalhada de um amigo/a, ou ensinando um funcionário determinada coisa, seja no sorriso amarelo do leitor, seja refletindo sobre cinema brasileiro, a visita do Papa, ou relacionamentos amorosos.
Se eu atinjo esses objetivos é outra história.

Vivemos tempos onde o dinheiro já não fala mais alto; ele grita, esperneia.
Se você tem a "sorte" de ser como eu, você vive no limite. Trabalha feito maluco, mas paga suas contas em dia e se diverte um pouco, daí, quando o dinheiro acaba, pimba, cai o salário na conta bancária.
Nem sempre foi assim comigo, por isso sei que sua vida pode ser bem diferente. Tipo você trabalha que nem louco, pagas as contas quando dá e se diverte como pode [ou vice-versa], daí o dinheiro acaba, você não tem salário e fica paranóico, faz um freela, recebe, paga os juros do banco, atrasa tudo, atropela tudo, e por aí vai. Mas pense polianamente, no final das contas tanto eu como você vamos morrer.

Bom, o dinheiro. Pergunte pra senhora ao seu lado no banco do ônibus, pro seu tio, pra você mesmo, pra qualquer pessoa; e invariavelmente alguém vai te explicar as dificuldades de se ganhar ou juntar dinheiro. Vemos os carros importados nas ruas e nos perguntamos, como eles conseguiram comprar isso? O automóvel zero km mais barato do Brasil deve custar o que? 20 mil? Quem pode pagar? E o IPVA, o seguro obrigatório, o seguro além de obrigatório? A cada compra no supermercado ficamos atordoados quando chegamos ao caixa. Livros então, quem consegue comprar livros? E os serviços básicos de luz, água e gás. E viver sem tv a cabo e internet, é possível? Viver sem plano de saúde é possível? Eu não tenho e vivo de cu na mão.
Se podemos dividir o Brasil entre Bélgica e África, alguns de nós somos pobres na Bélgica. Você pode dizer, mas que filho da puta, tira férias, fica molhadinho falando de sabonetes líquidos e vem com essa? Bom, apesar da propaganda do cartão de crédito, tudo tem um preço.
E por falar nisso, não pense que aquele cartão extra que o banco te enviou é porque eles te admiram.

Mas pior de tudo é que pagamos preços exorbitantes por algumas mordomias e a qualidade é uma bosta. Como é que podemos nos deixar enganar constantemente pela propaganda? Como podemos nos rebelar contra a desproporção entre o preço pago e o serviço oferecido?

A realidade é que chegou a hora de deixarmos de ser os brasileiros do jeitinho, ou, como dizia um personagem do Jô Soares no tempo em que ela era comediante, "brasileiro é tão bonzinho". Chega de sermos bonzinhos, chega de aceitar as condições que essas empresas nos oferecem. Todos sabemos que pagamos os maiores impostos do mundo, não recebemos nada em troca, e o que fazemos é isso, nada.

Por exemplo, telefone celular. Todas as operadoras se dizem maravilhosas e te oferecem um milhão de benefícios por um preço "módico". Daí, você e eu, que não podemos mais viver sem celular, pagamos um serviço que a cada conta traz uma surpresa, geralmente desagradável. Antes a gente pagava um valor e aquele valor podia ser utilizado como bem entendêssemos, com ligações interurbanas e tal. Agora não, o "pacote" de minutos é pra fazer um tipo de ligação; qualquer outro tipo você paga extra.

E quando o telemarketing entra em ação, nos bombardeia com novas versões disso e daquilo; mais torpedos, câmeras tal, 936 minutos de conversa extra. Agora; experimente numa dessas ligações mencionar algum problema; ou o atendente te dá um número pra reclamar, número que você já conhece, ou a linha caí misteriosamente. Então você tenta de novo, liga pro dito número, e uma secretária eletrônica te faz digitar 25 opções de atendimento, isso quando não te fazem passar o ridículo de ficar falando palavras chave pra uma máquina. E então, quando uma pessoa de verdade te atende você já está tão puto que você acaba descarregando tudo naquele filho da puta incompetente. Você já experimentou pedir pra te mostrarem a conversa que foi gravada? Experimente.
E o 0800 que sumiu do mapa, é ou não é uma puta sacanagem?

E isso vale pra tudo. Pergunte pro gerente de sei lá o que da Net porque o preço da assinatura aumentou enquanto o número de canais que você tinha direito diminuiu? E os planos de saúde que são cancelados sem aviso prévio? E o atendimento nos hospitais? E onde estão os contratos de serviços que são negociados por telefone?

Fora a quantidade de truqueiros que te pedem pra ajudar as criancinhas sem braços e pernas da Vila Mocotó.
Dia desses me ligaram do banco Santander, no qual não tenho conta. Ligaram no trabalho e depois ligaram no celular. Perguntei como sabiam meus números e disseram que estavam nos meus cheques, mas não uso cheques. Queriam fazer um cadastro pra que eu fizesse uma visita a uma agência, e para isso queriam saber quanto eu ganhava. Fugi como o diabo da cruz e enviei um e-mail para o atendimento online do banco, perguntando se era comum esse tipo de abordagem. Nunca me responderam, mas cessaram os telefonemas.

O jeito é tratar de dar valor para as coisas, lutando pelos seus direitos.
A burocracia é tanta que pra encerrar algum tipo de serviço ficamos horas falando com o funcionário, explicando que não adianta ele oferecer a mãe dele como garantia. E então a gente apela, diz que descolou uma oportunidade de trabalho em outro planeta. Ninguém acredita, mas param de te encher.

Enfim, o assunto é chato, ninguém vai comentar, não vão me propor um contrato milionário, e o mundo não vai mudar. Ainda não.



Escrito por ronas às 01h15

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16.05.2007

como era gostoso meu spam


date: Apr 26, 2007 3:59 PM
subject: Do you like ?
Need  fuck by your  pennis with short woman? See www.2211122. And add COM after dot at the end.

della propria umiliazione. A Vincenzo non importava se fossero maschi o femmine, se fossero da

napalm sulla foresta...che devo andarmene. Oramai sono diventato il giocattolo che ha perso ogni attrattiva, uno come sentirmi in lei, voglio riempirla di me.  gettò il corpo nei pantani mefitici fuori città.



Escrito por ronas às 21h45

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links no menu


Três novos links no menu ao lado. Bem, nem tão novos assim.
O blog da Editora Barracuda - do amigo Fred - mudou de endereço faz um tempo, mas só percebi recentemente. Vale a pena conferir para lançamentos e outras questões literárias.
Outro que eu nunca comentei aqui é o Braun Café, da Dani, que traz dicas e mais dicas de culinária e beberária. A moça se encontra em Londres no momento, e, portanto, os textos andam atrasados, mas se surgir uma dúvida para o almoço - ou bar - do final de semana, ali há sempre uma sugestão.
Já a Mara Liz decidiu ampliar o leque, trocando a história francesa pelas futilidades mais úteis do planeta fashion. Em Paris Xic*Xic.



Escrito por ronas às 21h36

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picadinhos





E se eu pagar o triplo, ela fica igual à do poster?



Berlin, 1989



Escrito por ronas às 00h01

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15.05.2007

picadinhos





Sei lá, amor, parece que nossa vida deu uma estagnada.



Escrito por ronas às 08h32

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14.05.2007

segunda


Luana Piovani sobre sexo, na Folha Ilustrada de hoje.

"Me encaixo bem naquele perfil da mulher que chega uma hora e começa a ter preguiça, sabe? Pra mim vale aquela frase: "Mulher troca qualquer boa f. por uma boa conversa na cama"."

Hmm, frígida? Normal? Velha?
Bom, foi ela quem disse.



Escrito por ronas às 10h11

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13.05.2007

domingo


Mãe
Tem mulheres que gostam de sapatos. Tem aquelas que preferem uma blusinha. Outras loucas por perfumes, bolsas, colares e brilhantes.
E tem mulheres que gostam de ganhar o que precisam, tipo panelas.


Mãe?
Explosão hormonal com manifestações que afetam o domínio emocional.
Fragilidade.
Crises de choro sem motivo aparente.
Dores nas costas.
Cansaço.
Tendência ao isolamento.
Medo.
Ansiedade.
Dificuldade de concentração.
Falta de raciocínio lógico.
Ataques inesperados ao companheiro.
Sensibilidade acentuada.
Sono.

Uma mulher grávida?
Não, uma mulher que decide mudar de casa.


Campeonato Brasileiro
Acompanhei mais ou menos três jogos, porque dois vi pela metade.
São Paulo 2 x 0 Goias no Morumbi com portões fechados. Pareceu um treino sonolento. No primeiro tempo, talvez a falta de espectadores tenha feito com que os jogadores do SP deixassem de se exibir e jogassem futebol. Ajudou também a mudança no time, com a saída de jogadores como Souza e Richarlyson, que não dava pra entender porque ainda vinham jogando. No segundo tempo o ritmo caiu, mas o SP manteve a vitória.
Agora, que os torcedores não se deixem iludir com o resultado, porque o Goias não jogou nada.
Flamengo 2 x 4 Palmeiras. Logo no início do segundo tempo parecia que o Flamengo ia complicar, e de fato fez um gol, empatando a partida em 2 a 2 e quase fazendo outros gols. Mas com segurança na defesa, e Edmundo e Valdívia inspirados, o Palmeiras fez mais 2 gols e mereceu a vitória.
Sport Recife 4 x 1 Santos. Também comecei a ver no segundo tempo, quando estava 2 a 1 pro Sport, que também mereceu o resultado final, mesmo que o Santos tivesse jogado com o time reserva.


Filmes
Cenas em um Shopping [Scenes From a Mall, Paul Mazursky]
Profissão: Repórter [The Passenger, Michelangelo Antonioni]
Meu Jantar com Jimi [Bill Fishman]
A Outra História Americana [American History X, Tony Kaye]



Escrito por ronas às 20h42

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12.05.2007

entrevista com o papa - I





- Seu Papa, o senhor é o representante da Igreja Católica no mundo, certo?
- Sua Santidade.
- Ãh?
- Sua Santidade, o filho não pode se dirigir a mim chamando-me senhor ou Papa.
- Mas Sua Santidade é o Papa, certo?
- Sim.
- E não posso chamá-lo de Papa.
- Não na minha frente.
- Isso é um tanto confuso.
- É.

- Mas então, Sua Santidade é o representante da Igreja Católica no mundo?
- No Universo, filho, no Universo.
- Então obviamente Sua Santidade acredita em tudo que a congragação determina como lei.
- Claro.
- Sua Santidade crê que nos Santos todos?
- Óbvio, eu sou o Sumo Pontífice, o Santo Padre.
- E Sua Santidade crê que todos os milagres de fato aconteceram?
- Sim, só posso afirmar algo com uma experiência concreta.
- Por experiências concretas Sua Santidade quer dizer que já presenciou um milagre?
- Não, quero dizer que os milagres estão descritos nos textos sagrados.
- Sua Santidade acredita em tudo que lê?
- Não.
- Sua Santidade não acredita em tudo que lê, nunca viu um milagre, mas acredita nos escritos que os afirmam?
- Sim.
- Isso não é confuso?
- É.
- Bom, e quem escreveu esses textos sagrados?
- Os apótolos, através de experiências concretas e relatos do povo.
- Então o que o povo acredita vale como regra.
- Às vezes.
- Que vezes?
- Quando há unanimidade.

- E Sua Santidade nunca realizou um milagre?
- Nunca.
- Então por que Sua Santidade é Santo?
- Por que assim me elegeram.
- E foi uma eleição direta?
- Filho, precisas se informar melhor, isso consta em conversas em qualquer boteco do Vaticano.
- Hmm, Sua Santidade pode me esclarecer?
- Não.
- Por que não?
- Porque sua ignorância é problema seu.
- Mas não é função da Igreja esclarecer os ignorantes.
- Não. A Igreja ensina os caminhos de Deus, e eleições são questões políticas.
- Então há política dentro do Vaticano.
- Err, não.
- Como assim?
- As eleições na Igreja não são políticas.
- Isso não é um tanto confuso?
- É.

- ... quer dizer então que Sua Santidade acredita em experiências concretas, mesmo que definidas apenas por textos baseados em relatos do povo?
- E experiências dos apóstolos.
- Sua Santidade já praticou sexo?
- Não sei, quero dizer, não.
- Não sabe ou não praticou?
- Não pratiquei.
- Então não sabe do que se trata?
- Não.
- Então por que proibe algo de que não tem experiência?
- A Igreja não proibe o sexo, apenas proibe o sexo que não seja para reprodução. Proibe o sexo fora do casamento.
- Mas se por unamidade o povo acha que o sexo por prazer é bom, a Igreja não deveria aceitá-lo?
- Não.
- O sexo não é também uma forma de amar?
- É.
- A Igreja então proibe uma forma de amar?
- Não.
- Isso é confuso.
- É.

- Sua Santidade já se casou?
- Que pergunta estúpida. Claro que não!
- Então não tem idéia das dificuldades de relacionamento.
- Sim, eu sei.
- E tem idéia de que alguns casais e seus familiares seriam mais felizes se separados.
- Sim.
- E mesmo assim proibe o divórcio.
- Sim.
- Isso não é um tanto confuso?
- É.

- Vamos recapitular; a Igreja proibe o divórcio, proibe o sexo fora do casamento e que não seja para reprodução, proibe o uso de camisinhas. Sua Santidade nunca se casou, nunca praticou sexo e, portanto, nunca teve filhos. Sua Santidade não sabe o quão difícil é criar filhos, certo?
- Sei dos problemas do mundo, da falta de fé, da fome, da luta pelo dinheiro.
- Então sabe das doenças, sabe das dificuldades psicológicas e financeiras de se manter um doente terminal. Então sabe que famílias não têm como criar filhos, sabe de estupros, de familías que sabem de antemão que uma criança tem defeitos e não poderá sobreviver dignamente.
- Sim, eu sei.
- E proibe a eutanásia e o aborto.
- Só Deus tem o direito de tirar a vida.
- Sua Santidade acha que crianças com fome é vida?
- Err, Deus determina todas as coisas.
- Deus é mau?
- Mas que coisa absurda! Claro que não!
- Mas Ele permite a desigualdade social, a fome, o crime.
- Deus está acima do bem e do mal, e todos nós seremos julgados lá na frente.
- As crianças que morrem de fome serão julgadas?
- Sim.
- Quer dizer que a criança passa fome, morre, e ainda corre o risco de ir pro Inferno?
- Não, crianças não vão pro Inferno.
- Então por que serão julgadas?
- Por que assim é que funciona.
- E os criminosos, um estuprador será julgado lá na frente?
- Sim.
- E ele pode ir para o céu?
- Se ele se redimir perante Deus, sim.
- Então por que ele é julgado na terra?
- Porque os pecados terrenos são pagos na terra.
- Então por que teremos outro julgamento lá na frente?
- Porque nossos pecados terrenos determinam se vamos ou não para o Céu.
- Isso não é um tanto confuso?
- Meu filho, tudo é confuso, menos a regra de Deus, e a regra é clara; Jesus morreu por nós e vamos fazer o mesmo por ele.
- Por quê?
- Pra pagarmos pelos nossos pecados.
- Que confusão... e quais são os pecados de Sua Santidade?
- Só Deus sabe.



foto: exposição de Christian Boltanski, Whitechapel Gallery, Londres, 1990



Escrito por ronas às 13h41

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10.05.2007

curta metragem





Tá olhando o quê?
Nunca viu manequim de calcinha, sem braços, barriga azul, e uma perna só?



Escrito por ronas às 01h00

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09.05.2007

na hora de dormir





INDEPENDENTE fala reservadamente para GATA : oi, quer tc?
GATA : rsrs... podemos sim...
INDEPENDENTE : q q tah rolando
GATA : nada, tô em casa, domingo fico aqui, vi um filme na tv e jantei, e vc?
INDEPENDENTE : to num cybercafe com os amigu
GATA : puxa, eu nunca fui num, é legal?
INDEPENDENTE : eh demais a gente faz a moh zona...kkk...mas fala de vc como vc é?
GATA : bem, sou morena, olhos escuros, 1, 60cm
INDEPENDENTE : hum interessante
GATA : e vc? como vc é ? o que vc faz?
INDEPENDENTE : so forte e alto.... haha e so estudante
GATA : ah... então vc é jovem, não?
INDEPENDENTE : 17
GATA : putz... vc tem ... deixa pra lá... rs... e vc ja é independente?
INDEPENDENTE : ahahaha bem gatinha mais o menos...hahahah
GATA : que fofo!
INDEPENDENTE : e vc qtos anos tem
GATA : bom... isso nao se pergunta a uma mulher....rsrs
INDEPENDENTE : vc eh casada
GATA : divorciada...
INDEPENDENTE : ah ... e o q vc faz
GATA : tenho uma loja
INDEPENDENTE : bacana
GATA : onde vc mora?
INDEPENDENTE : lapa e vc
GATA : rssrs, moro na Lapa também...
INDEPENDENTE : num acredito, q rua
GATA : isso não posso dizer
INDEPENDENTE : ah, entaum perto da onde
GATA : bem ao lado do shopping
INDEPENDENTE : jura???????????????????? eu também qual é seu nome
GATA : também não vou dizer isso, rsrsrsrs
INDEPENDENTE : nossa, to muito curioso somos vizinhos e nos encontramos aqui
GATA : é verdade... rsrs... meu nome é abgail, e o seu?
INDEPENDENTE : ....
GATA : o que foi?????????????
INDEPENDENTE : tua loja é de que
GATA : de artigos escolares
INDEPENDENTE : ....
GATA : o que foi? rsrsrsrsr
INDEPENDENTE : mãe?.... é você?

GATA sai da sala




originalmente publicado em monstro noturno, 30.11.03



Escrito por ronas às 09h35

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08.05.2007

de pelica





Diz-se por aí que o desafio do papa no Brasil é deter a perda de fiéis da Igreja Católica. Desafio complicado esse, tão subjetiva é a questão da religião.
Dia desses a Igreja Católica aceitou a não existência do limbo, e meu lado sarcástico disse, uau, o limbo existia. Pois não é que fui pesquisar e existe não só um limbo, como existem dois. E na verdade um desses é que vai ser excluído do hall de fés da Igreja. O outro limbo fica. Enfim, é um assunto cheio de nuâncias e bastante interessante do ponto de vista filosófico. Se quiser mesmo saber mais tem aqui na Wikipedia.

Bom, naquele momento em que eu disse, "uau, o limbo existia", ao mesmo tempo eu me dizia, que coisa patética, como é que alguém podia acreditar nisso?
Como crer numa instituição que proibe o uso de camisinhas? Como crer no batismo, pelo qual as pessoas têm que pagar para obter a licença para ser cristão, como se a religião fosse um clube. Veja bem, eu adoro rituais, acho importantes mesmo, mas o prazer da entrega não deveria ser apenas isso, o prazer da entrega? Não sou naive a ponto de achar que as igrejas não precisam de dinheiro, pois sempre precisaram mesmo tendo muito, mas tem uns exageros. Curso para padrinhos de batizado é o fim da picada.
Recentemente fui padrinho numa cerimônia judáica, o bris, onde faz-se a circuncisão. O padrinho segura as perninhas do bebê enquanto o rabino quase corta o dito cujo. Meus amigos, que coisa mais emocionante de tão maluca. E sem curso!

Em 1993 eu morava em Roterdã e dava meus peguinhas, morava sozinho num estúdio, tinha dois empregos, e passava boa parte do tempo livre fazendo experiências fotográficas. As pessoas que eu conhecia nessa fase dava pra contar numa mão. Era meu terceiro ano de Europa.
Bom, certo dia, depois do café da manhã, dei o tal peguinha e ia começar a trabalhar, quando a campainha tocou. Não era um horário muito usual para a campainha tocar mas podia ser o carteiro, então desci até a porta.
Eram duas velhinhas que começaram a falar ao mesmo tempo. Meu holandês é do tipo the book is on the table e a única coisa que escapava do falatório era "Jeovah". Tentei dar uma desculpa, mas não sei porque cargas d'água elas entenderam que eu as convidava para um chá. E assim elas subiram até o estúdio.
Fora o fato de uma delas confundir a mesa de luz com um computador, tudo correu normalmente. Quando me adaptei ao "sotaque" delas, tentei explicar minha concepção de vida, disse para elas que meu Deus era o sol. Eu sei, é piegas pra caramba, e elas não entenderam nada. Mas depois de alguns anos naquelas bandas, só podia ser o sol.
As velhas foram embora deixando um par de revistas pra eu me inteirar do assunto, mas nunca as abri, assim como nunca mais abri a porta nas vezes em que elas voltaram.

Andei pensando em participar de eventos budistas para conhecer. Mas ou não tomei coragem ou tenho preguiça. Obviamente não pelo budismo em si, mas sim pelo encaixar disso na agenda. Assim que vivemos, não é?
Não estou querendo dizer que xis religião é melhor ou pior, estou apenas divagando sobre um assunto que na verdade conheço pouco, mas que deve ser como fazer escolhas genéricas, tem que se ter confiança e comprometimento para se fazer alguma opção nesse campo. E aqui os bichos pegam.

Outra coisa que curiosa que saiu na mídia esses dias e tem a ver com o assunto, é o fato que 97% dos brasileiros acreditam em Deus. Em princípio me enfiei nos 3%, mas depois refleti que se eu acredito em uma força x, energia, qualquer nome, por que não chamar isso Deus?
97% dos brasileiros acreditam que there's something out there. E pensar que somos um país com tanta gente sofrendo as coisas que vemos todo dia no jornal. Vai ver é por isso mesmo, temos que acreditar em alguma coisa.
No filme "Nós que aqui estamos, etc" [boa idéia, péssimo filme] li uma frase de Mayakovsky, algo do tipo, "dizem que há um homem feliz no Brasil". Também, na época dele.... e de repente ele quis dizer um só homem, que a esta altura já morreu.

Mas a verdade é que ficou tarde e esses assuntos não têm fim.



foto: Amsterdã, circa 1992



Escrito por ronas às 04h30

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07.05.2007

coisas que eu encontro e ninguém acredita




Porto, 31.01.04



Escrito por ronas às 09h59

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06.05.2007

chato é o outro


Até pouco tempo atrás acreditava-se que, na vida de um casal, 3 dias da semana a mulher estava uma chata, 3 dias o homem estava um pentelho, e 1 dia da semana a vida seguia normal.
Individualmente, a mulher achava que nunca estava chata e que o homem era um pentelho durante 4 dias, porque a vida normal não fazia parte do entendimento feminino de uma relação. Nos dias que restavam, a mulher não achava que o homem estava um pentelho, mas também não achava nada, porque estava mais preocupada com a barriga, os cabelos e os sapatos.
Por sua vez, o homem achava que a mulher estava sempre chata, menos durante o sexo, apesar de às vezes achá-la chata durante o sexo também.

Pesquisas realizadas na Universidade de Oklahoma chegaram a conclusões que revelam o porque dessa confusão na chatice humana.
Na realidade, a mulher é chata 6 dias por semana, o mesmo acontecendo com os homens, e, como era de se esperar, apenas 1 dia por semana os seres humanos não são chatos. Entretanto, visto que esse fenômeno é particular e ocorre desde o nascimento, essas datas se embaralham e, portanto, a única possibilidade de um casal ter 1 dia de paz em suas semanas é que ambos tenham nascido no mesmo dia e na mesma hora. Ou seja, é praticamente impossível mulheres e homens vivendo juntos terem paz.

As pesquisas revelaram que, na verdade, a mulher está preocupada com a barriga, os cabelos e os sapatos durante os 7 dias da semana, e que os homens continuam achando a mulher sempre chata, mas que umas amantes resolvem o problema da chatice no sexo. Os cientistas de Oklahoma demonstraram também alguns fatores que amenizam os momentos de tensão entre homens e mulheres. São eles shopping centers com as amigas e futebol no bar com os amigos. Assim, chegou-se à conclusão que, a única forma de homens e mulheres conviverem em harmonia é longe um do outro.



Escrito por ronas às 00h11

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05.05.2007

the eyes of the beholder





Ei, Dorothy, vamos embora, esses humanos se vestem ridiculamente.



foto: Júlia, Dorset, 2007



Escrito por ronas às 00h27

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04.05.2007

eu sei, é nojento




Ontem saiu uma nota numa página de portal de tecnologia que algum imbecil criou um mouse revestido com um rato de verdade. O rato foi comprado para tal função numa loja que vende ratos usados [!!!].
Considerando os níveis que as pesquisas em camundongos atingiram, até que um mouse desses é café com leite e poderíamos afirmar que o cara foi bem bundão. Se já implantaram uma orelha humana num bichinho - e por mais disgusting que um rato seja, nada se equipara a um rato com orelha humana [e fora do lugar!!!] - e se agora implantaram um leitor óptico num rato morto, acho que não custa nada os brilhantes cientistas e tecnólogos mesclarem as duas experiências. Assim poderíamos evitar tocar no mouse, usando apenas os comandos de voz, "mais pra direita, mais pra esquerda, dá um pulinho pra clicar".



Escrito por ronas às 13h08

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troca troca


- Mercedes, ô, Mercedes, tira a mesa e serve um chazinho pra eu mais Martinha, por favor?
Ali na sala se ouve um sim senhora baixinho.

- Conceição, essa Mercedes é uma santa, não é não?
- Oxi, faz de tudo e mais um pouco. Dias desses cheguei da farmácia tava ela fazendo massagem em João assim ó, ó.
- Eita delícia. Quer vender ela não?
- Hahaha, vender Mercedes? Tá maluca? Como diz a propaganda, a Mercedes não tem preço. Haha. Olha, confesso que Mercedes é meio arretada, meio sisuda, desconfiada. Eu tento que tento fazer amizade mas não adianta. Mercedes só sorri no dia que sai de folga. Mas uma vez a encontrei nas vizinhanças e foi toda simpática. Quando voltou pra cá fechou a cara e começou trabalhar, trabalhar sem parar.
- E você?
- Ué, eu continuei tentando aproximar, convidei pra chazinho, até pra ir no shopping convidei. Mas ela sempre diz, "num posso não, Dona Conceição".
- Que estranho.
- Pois é, teve uma outra vez que fomos eu mais João pra Aparecida e no meio da multidão vi Mercedes de mãos dadas com um rapaz muito bonito. Me aproximei e fiz sinal com um sorriso, pra não invadir a privacidade, né? E não é que ela soltou a mão do rapaz e veio correndo nos cumprimentar. Convidou pra tomar um café depois da missa e nos encontramos e foi ótimo, ela contando toda a vida e tal.
- E depois?
- Depois acabou a folga e fechou a cara.
- Eita. Mas, Conceição, você não dá muita trela pra ela, não?
- Como assim?
- Ah, a gente sabe que você é toda cativante, não tem muito esse espírito de dona de casa que manda e desmanda.
- Marta! Eu não digo nada, a Mercedes chega aqui e já sabe tudo que tem que fazer e vai fazendo. Ela sabe mais da casa do que eu.
- E quando você encontra na rua ela vira toda simpatia?
- Isso.
- E você quer ficar amiga dela?
- Isso.
- Então manda ela embora.
- Oxi, mas que idéia absurda.
- Ué, você vai ter que optar.
- Pérai. Mercedes, ô, Mercedes, venha cá na sala um minutinho.

- Sim, senhora?
- Mercedes, tava confabulando com nossa amiga aqui Martinha e decidi que vou ter que te demitir.

Mercedes abriu um baita sorriso e abraçou Conceição, que abriu um baita sorriso e piscou para Martinha, que abriu um baita sorriso e piscou para Mercedes.
Agora Martinha e o marido poderão contar com os famosos serviços de massagem da Mercedes.



Escrito por ronas às 09h34

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03.05.2007

é fogo!




Hoje é dia de gravação do FOGO NO RÁDIO, o programa de rádio de maior sucesso no Brasil e no mundo. Pra variar ainda não temos as pautas, e como sempre vamos fazer do jeito que der.
A foto acima é da última sessão de gravação, quando nosso ilustríssimo convidado, o escritor Reinaldo Moraes, resolveu trocar uma idéia com uma antena na mesa do estúdio. Dá pra sentir o espírito da coisa.



Escrito por ronas às 02h24

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01.05.2007

feliz e não sabia





Bom, depois do post abaixo, para me redimir, só me resta trazer um assunto realmente sério. A dica é da Julia, de Londres, e é uma dica antiga, porque essa minha concunhada insiste em enviar e-mails para uma conta que eu não acesso nunca. Enfim.
Hometown Baghdad
An ongoing documentary web series following the lives of a few Iraqi 20-somethings trying to survive in Baghdad.

Clique aqui para acessar.



Escrito por ronas às 22h56

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boys don't cry




Nada como um feriado para se pensar em coisas grandiosas.
Quando ouvi um amigo do tipo machão encomendando um xampú, pensei com meus botões, "então não sou só eu". É assim, tem umas coisas da vaidade pessoal que tenho vergonha, e parte dessa vergonha é porque às vezes acho que os seres ao redor vão reparar, comentar, tirar sarro.
Inseguranças a parte, é óbvio que não é assim, todo mundo é vaidoso; mas desde o surgimento do metrossexualismo, a vaidade masculina, ao invés de liberar geral, transformou-se numa coisa ainda mais constrangedora. Pelo menos para aqueles que, como eu, já tinham um pé no cuidado com o vestir e o asseio, e que não são nenhum David Beckham. Eu mesmo acho ridículo o metrossexualismo, mas, apesar de me satisfazer com um desodorante Nivea de supermercado, tenho minhas bichices.
E apesar de não aparar a barba direito e cortar meu próprio cabelo, causando acidentes escabrosos, de vez em quando gosto de cheirar diferente, e, assim como brinco que tais camisas e tais cuecas são para festas, nessas ocasiões gosto de um perfume extra. Até pouco tempo atrás usava Calvin Klein Eternity, que mofou por falta de uso [pra você ver o quanto eu vou a festas], e recentemente adiquiri o novo One Electric, da mesma marca. É a deixa pra turma do fundão gritar: bicha!!
Mas eles [do fundão] ainda não viram nada, porque perfume, digamos, é uma coisa normal, pior é usar sabonete líquido, da Axe, um péssimo costume que trouxe dos tempos de Orópa. Não existe aqui pra vender, o que é uma pena, pois os sabores são sensacionais, tipo Boost [goiaba estimulante com extrato de rochas vulcânicas] e Thai Massage [óleo de erva do tigre com sal do mar de Bali]. É ou não é bichice ao extremo?
E tem mais, da nuca para os pés.
Tenho uma queda por sapatos, a la Imelda Marcos, e das férias trouxe um par de tênis Vans com assinatura de Marc Jacobs. O vendedor disse que há no mundo apenas 216 pares como o meu. Ah, aí é demais, a turma do fundão vibra: bicha metidaaaa!!!

Só tem um detalhe, eu sou péssimo com personalidades, e não sabia quem era esse tal de Jacobs.
Mesmo assim a turma do fundão não se segura: bicha burraaaa!!!



Os objetivos deste post são:
1. Que a Axe leia isso tudo e lance por aqui os sabonetes mencionados.
2. Que os sequestradores por telefone tenham mais informações sobre minha pessoa.
3. Masoquismo.



Escrito por ronas às 22h10

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