Blog do Ronaldo

30.04.2007

me tire daqui!!!


A leitora Graciele comentou que "escapou" de ir ao show do Jethro Tull nesse feriado. Entretanto, considerando a agenda para o próximo mês, ela vai ter que ter muito jogo de cintura e se livrar de coisas muito piores, como vemos a seguir na lista do Citybank Hall.
Oswaldo Montenegro, Caetano Veloso, Pedro Mariano, Emmerson Nogueira, Nando Reis e, gran finale, Engenheiros do Hawai.

As resenhas que acompanham o anúncio dos shows são uma piada à parte, mas não vou perder meu tempo copiando tudo, basta dizer que no caso do Engenheiros, o show será a gravação do CD e DVD "Acústico 2".

2 !!!??? Então é regravação.

Boa sorte, Graciele!



Escrito por ronas às 09h53

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29.04.2007

um beijo pro adão




Ontem, durante um jantar com amigos e familiares, após a tradicional malhada no cinema nacional, nem sei como, falamos de algumas coisas boas da cultura do país tropical. E mencionamos os cartuns; em especial as tirinhas da Folha Ilustrada, entre eles o host Caco, e vale adiantar que não foi muita puxação de saco, até porque ele estava presente e a gente não ia pagar esse pau assim, sem mais nem menos.



Obviamente mencionamos o Angeli, o Gonsales, e, quem eu considero genial, o Laerte. Tirando pequenas divergências, todos concordavam que a produção nacional era de altíssima qualidade. E eis que esqueci completamente do Adão, nosso cartunista mais podre, o que mais mexe com nossos desejos e perversões secretas. Mas acima vai a lembrança, em uma foto que fiz em Portugal.







Outra coisa que só lembrei porque é domingo, é que nem tudo são rosas, pois, hoje é dia de duas catástrofes cartunísticas, o Sieber e o Karmo, este último provavelmente amigo de infância do editor de tirinhas do jornal. Vai ser ruim assim no inferno.
Entretanto, considerando que eu também estou aqui divulgado graças a uma amizade, vai ver que me consideram ruim assim no inferno e vou acabar logo mais encontrando pela frente meu Karma.



Escrito por ronas às 13h41

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27.04.2007

exagero?


De repente decidiram fazer uma reforma na firma e não vou trabalhar segunda e terça; ao mesmo tempo, minha mulher ficou entalada no Rio por causa do caos dos aeroportos nesse final de semana, e vai passar a noite por lá. Aí eu resolvi cair na gandaia; aluguei 10 dvds.

O Rei da Comédia [Martin Scorcese]
Finais Felizes [Don Roos]
Nós que Aqui Estamos, por Vós Esperamos [Marcelo Masagão]
Viagem Insólita [Joe Dante]
Horizonte Perdido [Frank Capra]
Meia Noite no Jardim do Bem e do Mal [Clint Eastwood]
O Pecado de Todos Nós [John Huston]
Viagens Alucinantes [Ken Russel]
O Beijo Amargo [Samuel Fuller]

Tem 9 aí, mas peguei um pra ver com a Bia, Stitch! O Filme, que não tem diretor!!!

Cacilda, nem sei por onde começar. Vou ali e já volto. Bom feriado pra todos!



Escrito por ronas às 22h30

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26.04.2007

grandes invenções humanas


Dia desses, as moças que ficam na sala ao lado da minha no trabalho estavam em polvorosa. Na verdade, 3 mulheres de marketing num espaço de 3x3 inevitavelmente ficam excitadas, mas naquele dia a polvorosa estava fora de controle. O assunto era dieta.
Se há uma coisa que Freud não explicou, essa coisa é o fascínio da mulher pela dieta. Obviamente no tempo dele o lance era ser "cheinha", deixando a preocupação com a dieta no limbo, além de que, gozar, e, talvez, maior presença feminina na sociedade eram assuntos mais importantes a serem tratados no divã.
Hoje em dia o sexo descambou para o ter ou não ter, sem a questão, e a presença feminina na sociedade virou carne de vaca, com todas elas circulando na Caras enquanto os bois cuidam do controle remoto.
Ainda nos perguntamos se as mulheres daqueles tempos eram mais espertas, pois, como já tratei aqui, o "novo" sexo frágil busca o sucesso profissional do homem, às vezes se tornando um - às vezes via dieta, e este [homem], por sua vez, ao optar pelo controle remoto, demonstra certa evolução em relação ao homem dos tempos de Freud, que não tinham sequer televisão. Evoluções a parte, esse texto não trata disso, e sim da dieta.

A dieta foi inventada pela pastora Kristine Von Diet, uma condessa alemã radicada em Oklahoma, EUA, que, certo dia, menstruada, ao ver no espelho Deus, constatou que ele era ela, digo, mulher; e era loira e magra, e tinha uma pickup Pajero preta com adesivo da OAB no pára-brisa. Kristine já era mulher, magra e loira, e depois de pensar e pensar, chegou à conclusão que para se tornar Deus precisava apenas de uma Pajero preta.
Entretanto, para isso a condessa precisava de dinheiro, e as coisas na paróquia não andavam bem. Assim, decidiu mudar a estratégia de ação diante suas fiéis. Como a maioria das mulheres de Oklahoma já eram loiras, Kristine "vendeu" a idéia de que para se tornarem à semelhança de Deus, elas deveriam emagrecer, e depois, com este atrativo, convencer seus maridos a presenteá-las com Pajeros pretas.
As mulheres que frequentavam a paróquia eram gordésimas, alimentadas por MacDonald's, e a condessa chegou à brilhante conclusão que essas mulheres comiam demais e davam de menos. Portanto ela decidiu abrir um restaurante na própria paróquia, com alimentos naturais e uma regra básica; essas mulheres deveriam se esforçar para se exercitar utilizando o sexo como instrumento.
E foi um Deus nos acuda; todas as mulheres de Oklahoma, fiéis ou não, fizeram fila diariamente para almoçar e jantar na paróquia. E todas oklahomenses começaram a dar loucamente, aumentando a população da região em 147% em apenas um ano, o que na verdade tem muito pouca importância para a vida na terra.
O fato é que as mulheres emagreceram, ficaram super gostosas. A notícia se espalhou pelo mundo, a condessa enriqueceu e finalmente teve, à imagem e semelhança do seu Deus, uma Pajero preta. Aliás, duas, para evitar o rodízio.
Porém, com uma coisa a condessa não contava. Acontece que, por causa de suas técnicas, várias vizinhas assediaram o conde Von Diet, que acabou trocando Kristine por Josephine, 12 quilos mais magra, 23 anos mais nova.
A condessa deprimiu, sumiu do mapa e faleceu essa semana, sozinha, de complicações por obesidade mórbida.



Escrito por ronas às 00h27

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25.04.2007

provas que o mundo acabou




Nos extras do dvd do filme "O Cozinheiro, o Ladrão, sua Mulher e o Amante", de Peter Greenaway, para espanto da torcida presente ao estádio, há um item entitulado Conheça Pernambuco. Considerando-se o teor do filme, dá um certo medo.



Escrito por ronas às 00h08

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24.04.2007

+ semiotices










Escrito por ronas às 01h58

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23.04.2007

short dong


Aventuras de Romance
10 meses de namoro
- Querido, e hoje, na sua ou na minha casa?
- Tanto faz, meu amor.

10 anos de casado
- Zé, quer trocar de lado na cama hoje?
- Ok, mas vê se dá um tempo com esses peidos.



Aquela de Futebol
Moisés, ex-zagueiro do Corinthians e do Vasco, cruza para a área a bola, que faz uma curva, engana o goleiro e entra no gol. Ao fim do jogo o repórter pergunta:
- E aí, Moisés, você cruzou ou chutou?
- Eu cruzei, mas quando vi que a bola havia entrado eu chutei.



Escrito por ronas às 14h40

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21.04.2007

meus dias deleuze















Escrito por ronas às 00h34

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meus dias deleuze [véspera]















Escrito por ronas às 00h32

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20.04.2007

os meus problemas, parte 127


Quem acompanha meu outro blog, o Atonal, sabe que há algum tempo desisti de opinar sobre as opiniões dos críticos de cultura da Folha de S. Paulo. Deixei essa fácil tarefa [porque é fácil criticar críticos] para o companheiro Alex, que inclusive, recentemente, fez um mea culpa em relação a uma crítica do citado jornal ao filme "A Dama da Água", de M. Night Shyamalan. Mas isso é outra história. Ou quase outra história, como a que segue.
Recentemente escrevi aqui sobre o filme "O Cheiro do Ralo", meti o pau [ui!], e no fim do texto, ainda dei a tradicional cutucada no cinema nacional, provocando a ira dos meus 3 leitores [aparte: essa é uma piadinha típica de gente que, como eu, tem milhões de leitores e quer parecer humilde]. Bom, passado o assunto, outros surgiram, e hoje leio um texto na própria Folha que acabou me inspirando para entralaçar algumas idéias.
O texto é de Marcos Augusto Gonçalves [que suponho ser crítico de cinema] e chama-se "O cinema brasileiro acabou". Conta o encontro desse ser com um amigo, cinéfilo das antigas, e a conversa deles sobre o assunto do título. Emilinho, o amigo, defende a idéia do fim do cinema, enquanto Marcos tenta rebater com os argumentos atuais.

"Que é isso, Emilinho?", reagi. Não estamos, afinal, cheios de novos filmes, atores magníficos, cineastas prestes a virarem gênios?
"Mais ou menos", disse ele. E explicou que sentia saudades daquele conjunto de filmes de antigamente, meio espontâneos, improvisados, com som muitas vezes sofrível e ótimos atores mal-ensaiados, do qual episodicamente emergia alguma grande obra. "Esse cinema acabou. Éramos felizes e não sabíamos", murmurou.
Tentei lembrá-lo da quantidade de filmes ruins que era produzida naqueles tempos, mas ele não se comoveu: "Os filmes ruins continuam sendo feitos, só que agora eles são bons", respondeu-me, ao mesmo tempo em que aplicava aspas com os dedos à palavra "bons".

Essa última frase do tal Emilinho é realmente sensacional, independentemente das aspas, e inclusive em relação a muitas outras artes produzidas por aí, mas o que chama a atenção é o "éramos felizes e não sabíamos". Cinéfilos como Emilinho, na "sua" época, reclamavam justamente do que eles sentem saudades hoje. Eu poderia enveredar por caminhos de cunho psicológico mas vou me ater aos fatos. Ou melhor, ao texto da Folha.
Depois que os amigos se despedem, Marcos começa a ponderar sobre as opiniões do amigo.

Acho que o Emilinho tem lá suas razões. Com as honrosas exceções, o cinema brasileiro parece um pouco aquela moça adoravelmente malvestida que agora anda toda "fashion".
Sim, houve um notável avanço técnico, os roteiros e os diálogos melhoraram e tudo parece convergir para um padrão médio internacional. Afinal, os cineastas, como os jogadores de futebol, também sonham em atuar em outros gramados. E esse sonho vai sendo financiado por uma lei segundo a qual o investidor é uma entidade isenta de riscos, que em geral nada investe, apenas faz cortesia com a renúncia fiscal. Talvez isso -o fato de que obras já saiam pagas na produção- seja uma das razões das baixas bilheterias nacionais, como já apontaram alguns críticos desse modelo.

Uma das questões aqui é: porque o "padrão médio internacional" dos filmes argentinos, por exemplo, é muito melhor que o nosso? Ou o cinema deles é igual ao nosso e é tudo birra minha mesmo?
Volto ao último parágrafo do texto do jornal.

O fato é que, como diria Emilinho, deixamos de ter aqueles filmes que podíamos, para bem ou para mal, chamar de brasileiros e passamos a ter filmes tipo alguma coisa, tipo fulano, tipo sicrano. Um caso exemplar recente é "O Cheiro do Ralo", que é tipo Sundance -o festival "independente" americano. Digo logo que acabei gostando, mas sabendo que se trata de uma farsa. Não falo de Selton Mello, que está excelente e segura a onda toda. Mas a cenografia, os figurinos, a luz, a música, tudo ali me soa tremendamente underground de butique.

Aqui posso afirmar algumas coisas. Primeiro que ao contrário do jornalista, você sabe, não gostei do filme, o que prova que minhas diferenças com colunistas de cultura da Folha continuam intactas, graças a dEUS. E ainda pergunto; porque Marcos gostou do filme mesmo sabendo ser uma farsa? Parece que, como mídia, ele é obrigado a aceitar as condições da mesma. Não vou descobrir a roda aqui nem nunca, mas se a mídia nos empurra a farsa goela abaixo somos obrigados a apreciar? Seria mais uma vez o complexo de Macunaíma vindo de dentro e dizendo que somos assim mesmo, meio espertos, meio otários. Não será isso exatamente o que esperam de nós? Não será por isso que estamos, o Brasil, nessa lenga, e quem dera fosse só no cinema.
De qualquer forma, o jornalista conseguiu "resolver" o texto e o contexto de forma muito mais clara que a minha, portanto acabo concordando com algumas questões ali colocadas. Não que eu sinta saudades do cinema nacional "antigo", até porque para vê-los ainda temos o Canal Brasil, porém me dá uma sensação de que o cinema nacional contemporâneo de fato tem como primeiro objetivo ganhar troféus e obter recursos através da participação em festivais. Como se, parafraseando um exemplo dado pelo jornalista, um time de futebol precisasse ganhar um campeonato para conquistar mais torcida. Talvez seja mesmo um pouco assim, mas não dá pra esquecer que o jogo é outro, e o do cinema um tanto mais subjetivo quando se trata de ganhar prêmios, visto que nosso cinema vai para várias "finais", a Globo faz a parte - ufanista - dela, e voltamos de mãos abanando.

E por falar nisso, outro exemplo, de outra área cultural impregnada de senões.
Dia desses recebi um e-mail de um amigo me convocando para votar na banda dele no Prêmio Toddy de música independente. Como não tenho acompanhado muito a música nacional atual [calma, não meti o pau - ui! - ainda], entrei no site, fui lá na categoria dele, votei macuinaimamente, e, quando ia embora resolvi ver que tipo de gente participava do concurso. Para minha surpresa encontrei Arnaldo Antunes, Angela Ro Ro e Maria Bethania figurando entre uma cambada de desconhecidos e outros nem tanto. Só faltou colocarem o Cartola para concorrer, agora que ele tá na moda.
Francamente, que raio de música independente é essa? Maria Bethania poderia gravar no escritório do meu apartamento, ter os cd-rs gravados no meu computador, e tê-los distribuidos para os vizinhos, e mesmo assim não seria independente.
Um absurdo.


Então dá pra tirar pelo menos uma conclusão. Me enganei colocando aqui Macunaíma como o "ainda" personagem representativo da cultura brasileira. A ingenuidade do herói sem caráter morreu junto com o cinema do Emilinho. O novo herói nacional é o Muttley, cachorro do Dick Vigarista na Corrida Maluca, que, a cada "investida" de sucesso numa trapassa, só sabia pedir: medalha, medalha, medalha!



Escrito por ronas às 01h24

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19.04.2007

da série ultrapassagens pela direita






Escrito por ronas às 11h02

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18.04.2007

a saga continua


Eu sei que há milhões de pessoas reclamando que eu só escrevo sobre a maledeta viagem, mas o lance é o seguinte, tem um monte de fotos que eu queria publicar, e enquanto isso não acontecer vou ficando nessa lenga lenga.
Entretanto, para facilitar, separei essas fotos por temas, assim quem sabe o martírio acaba logo. O primeiro tema é arte, sabe, aquilo que a gente pendura na parede para esconder um vazamento ou o quadro de luz; então.





Isso não estava em nenhum museu ou galeria, mas na livraria do Palais de Tokyo, um centro de arte contemporânea que fica meio de lado quando se trata de circuito de arte em Paris. Segundo nosso guia particular, o Lain, essas "obras" pertencem ao dono da livraria, que tirou, nas capas de discos, os integrantes mortos das bandas. Simples e genial, né?




Essa é a fachada do Palais de Tokyo, com a famosa escultura da musa Panes tomando um sol [no caso, uma chuva] e uma cerveja.






O Palais de Tokyo também é conhecido por "formar" artistas. Você pode apresentar um projeto e ganhar uma bolsa para fazer uma residência. O supra mencionado Lain, junto com a Angela, é orientador lá, e me explicou a peça acima. Trata-se de uma obra de dois irmãos, americanos, que reescreveram, ao contrário, uma música ["From Beyond"] do Black Sabbath. Daí eles colocaram uma pequena orquestra para tocar seguindo a partitura invertida. Os artistas gravaram a apresentação dessa orquestra no próprio Palais e o registro em vídeo ficou exposto. Para complicar mais, depois que você ouve a peça tocada ao contrário, o vídeo passa invertido e a música rola "normal". Entendeu? Então, é bem louco.





Todo mundo sabe que não é só de arte contemporânea que sobrevivemos, e se é que tem um lugar com arte velha, e bota velha nisso, esse lugar é o Louvre. Eu confesso que não tenho muita paciência para museus gigantescos e nunca quis ir ao Louvre, mas fui convencido porque nosso guia particular disse que tinha um trajeto básico de "apenas" 3 horas para conhecermos a essência do tal museu. Antes que alguém pergunte, eu vi a Mona Lisa, sim, que parece uma popstar de tanta gente se acotovelando e fotografando, mesmo que seja proibido fazê-lo.
Mas o mais bacana foi, além dos Leonardo da Vinci, ver esculturas bizantinas, tumbas egípcias, jóias romanas, etruscas e gregas, tudo devidamente "roubado" de seus povos originais, como tem que ser. Na foto acima, a impressionante Vitória Alada de Samothrace, um elmo sei lá de que época, e o amplificador Fender 1967, um verdadeiro clássico das antigas.





Por falar em rock de mãos dadas com velharias, na catedral de Notre Dame, possantes caixas de som aguardavam a confissão, que, segundo disseram, seria relacionada com o fato de Elvis não haver morrido, algo assim. Besteirol a parte, dá uma certa "dó" ter uma catedral tão cheia de gente conversando. Mas os vitrais, as esculturas e essa maquete com detalhes impressionantes valem o passeio.





Já que isso aqui virou guia, não custa mencionar o Instituto do Mundo Árabe, com sua fachada baseada na arquitetura islâmica, as janelas "Mashrabiya" [240 delas], diafragmas que mudam de forma a cada hora, controlando a entrada de luz, que deixa sombras em forma de mosaicos misteriosos no chão. E nunca se sabe que outros tipos de figuras exóticas podem aparecer por lá.
obs: Esses informações eu sei de leituras, porque quando eu fui o instituto estava fechado.










E para finalizar, não podia deixar de citar o Centro Georges Pompidou, também conhecido como Beaubourg, da onde se tem uma vista incrível de Paris, especialmente se você tiver a sorte de ver o sol se pondo atrás da Torre Eiffell.
A exposição mais bacana que vi lá era de "blocos de notas" de cartunistas, com anotações e desenhos de viagens. Mentira, o que eu vi de mais legal era uma instalação com Ku Klux Kans em uma lanchonete. Mentira, isso era a lanchonete mesmo, e não obra de um artista moderno. Mas bem que poderia ser.



Escrito por ronas às 01h52

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17.04.2007

la baguete désolé reloaded





Baguépi, a baguete da fábula que contei aqui no final de março, não sei como, sobreviveu à lixeira lá na França; e eis que nos telefona, dizendo-se a caminho do Brasil. E lá fui eu para Cumbica recebê-la.
Já no carro perguntei o que havia acontecido e ela disse que fugiu da lixeira e que arranjou um emprego muito bom, juntou dinheiro e acabou por conhecer um senhor simpático pela Internet.
"Mas Baguépi, que incrível, e quem é esse senhor?"
"Um tal de pão francês"



ok, a piada é ruim, mas a foto até que engana, vai?



Escrito por ronas às 21h51

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14.04.2007

cotidianos


MULHERES

Alô, Glorinha?

Sim, quem é?

A Diana.

Nossa, quanto tempo, tudo bem?

Tudo ótimo, e você?

Bem também, e as crianças?

Lindas, e as suas?

Umas coisas fofas.

Que bom.
Sabe o que é? Eu tô com uma coisa rolando e não tenho com quem desabafar.

Ô querida, você quer se encontrar?

Não é necessário.

Então diz.

Eu tenho um amante, só que ele é casado.

Puxa. E aí?

Está tudo ótimo. Gosto dele e tal, a gente se diverte muito.

E o Júlio?

Tudo ok, não penso em largar o Júlio.

Então não tem problema, querida, eu mesma já tive um amante, foi ótimo e um dia acabou e tudo bem. Não entra em crise por isso não, tem mais que aproveitar.

Pois é, eu também acho.

Conta mais. E o sexo?

Ah, é uma maravilha, tudo tão diferente, o casamento tava me sufocando e agora melhorou demais.

É isso, querida, de vez em quando precisamos de uma válvula de escape e umas trepadas gostosas ajudam bastante. E ele? Quem é, eu conheço?

Conhece, sim, é o Paulo.

Que Paulo?

O seu marido.

O meu Paulo??? Mas que vaca filha da puta, sua nojenta, bandida, desgraçada.....




HOMENS

Alô, Gérson?

Sim, quem é?

O Ricardo.

Opa, beleza? O que você manda?

É o seguinte, tô comendo sua mulher.

Putz, que clichê.

Como assim?

Ah, Ricardo, comendo a mulher de outro. Sabe? Aquela piada do Ricardão.

Há há, entendi. Mas eu meço 1,53.

É mesmo, por isso te chamam de Dinho, né?

Dedinho?

Dinho, Ricardinho.

Eu não sabia, que engraçado.

Pois é.
Mas e então? Você ligou só pra dizer isso?

Não, eu queria fazer uma proposta.

Você quer ficar com a Marli? Quer levar as crianças também?

Nem.

Pô, sacanagem.

Não, ouve. Quanto você dá do seu salário pra ela?

100%.

Foi o que eu imaginei, e quanto você daria se você se separasse?

Uns 35%.

E você quer se separar?

Já pensei nisso, mas deu uma preguiça, você é advogado?

Não, é o seguinte; a Marli é uma puta gostosa e tô curtindo muito essa história, mas tô dando 75% do meu salário pra ela.

Caramba, tá caro assim ter amante?

Bom, você conhece a Marli.

É.

Minha proposta é a seguinte, e se a gente rachasse as despesas? Você economiza 50% e eu 25%.

Mas você não sai perdendo?

Nada, é melhor dar 50% do salário do que 75%.

Verdade.
E você quer fazer um contrato? Validade, datas de pagamento?

A gente podia tomar uma cerveja pra combinar esses detalhes, de repente na quinta, quando a Marli faz ioga.

Ela tá fazendo ioga? Eu não sabia.

Eu que pago, né? Mantém o corpo legal.

Pô, que bacana, valeu mesmo.
Bom, por mim beleza, só que quinta tem jogo, semifinal do Paulista.

Putz, é mesmo, quer ver junto?

Pode ser, vem aqui em casa.

Então fechado.
Escuta, a Marli tá aí?

Pérai, vou chamar.

Não precisa, não. Só avisa que amanhã eu não posso encontrar porque tenho dentista e que depois eu ligo pra ela.

Ok, um abraço, não esquece de quinta.

Que nada, tricolôôôô eô!!!

Aêêêêêêê!!!!



Escrito por ronas às 14h16

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12.04.2007

à francesa




Se você pensava que só a mulher brasileira caprichava no cofrinho, aqui a prova do contrário; com todo charme e originalidade, é claro; afinal, de que língua vem a palavra lingerie?



Escrito por ronas às 15h42

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em tempo


Aff Maria
Fim do jogo no Maracanã, trezentos reporteres em campo atrás de Romário, que, cheio de cãimbras, desaba no gramado para receber massagens, comer bananas, e tentar se recuperar a tempo para as cobranças de penaltis.
Do outro lado do campo, os jogadores do Botafogo se abraçam em círculo enquanto a câmera da Globo se aproxima. Galvão Bueno solicita que ouçamos o que dizem os jogadores.
- Ave Maria cheia de graça.....
- Agora o outro.
- Pai nosso que estais no céu....
- É isso aí, vamu lá, porra, caralho!
- Porra!!
- Vamu lá, caralho!


•••


eu acredito em listras


•••


Sequência de rádio
.... é a Jovem Pan contras as drogas.
E hoje pela manhã um senhor foi fazer um boletim de ocorrência e quando saiu viu que tinham roubado seu carro na frente da delegacia.
E hoje é quarta-feira, dia de Brahma, porque todo dia é dia de .....


•••


Oge o revizor de testo fautol.


•••


Na porta da escola
Mãe
: Quatro e quinze, quatro e meia eu chego, porque vou estar lá e vou fazer as unhas e tal.
Filho: Vai tá lá onde, mãe?
Mãe: No clube, oras.



Escrito por ronas às 14h55

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piada pronta




Enviada pelo amigo Fábio, cujo intuito é "subir" o nível desse blog



Escrito por ronas às 11h47

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11.04.2007

e a porra da notícia ficou velha


Agora é da Folha de S. Paulo de hoje, leia você mesmo em qualquer banca de jornal:

Vereadores se concedem pacote de benefícios em SP
A Câmara Municipal de São Paulo aprovou um pacote de benefícios para os 55 vereadores da Casa que inclui verba de R$ 12,5 mil por mês para 'despesas do mandato', como as relativas a combustível e fotocópias. Hoje, os vereadores têm direito a cotas desses serviços, ao custo aproximado de R$ 10 mil por parlamentar.


R$ 12,5 mil por mês para combustível e fotocópias? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ? ?
Segundo o jornal, do jeito que o projeto foi aprovado, abriu-se a possibilidade dessa verba servir para o pagamento de festas. Ah, bom, agora tá explicado. Mas eu ainda pergunto: o projeto em si já não é uma festa? ? ?



Escrito por ronas às 10h01

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carapuça




Está no Folha Online uma notícia sobre os deputados que decidiram não trabalhar mais em votações da Câmara às segundas. A desculpa é que as sessões de segunda-feira não "rendiam" o esperado. Bom, se a gente for contabilizar os dias que não estamos "rendendo" no trabalho e isso servir pra neguinho deixar de trabalhar, o melhor é a gente voltar para o faroeste, do qual às vezes parece que não estamos muito longe, ou viver de trocas, meus sapatos por um bife.
O pior é que esse tipo de notícia já não nos afeta mais. Estamos anestesiados enquanto povo quando se trata de manobras desse tipo. Além do mais, os manobristas agora utilizam uma tática cujo maquiavelismo beira a sacanagem pura e simples. Ao invés de soltarem uma bomba só, soltam duas, desfocando o olhar mais crítico. Estes mesmos deputados que, lembre-se, decidiram não mais trabalhar às segundas, decidiram também se auto-dar um aumento. Ou seja, vão trabalhar menos e ganhar mais. Como diz meu amigo Edu, elaia. E uma notícia passa por cima da outra e gera reação zero. Nem Maquiavél, que agora dizem que era bonzinho, pensou nisso.

Enquanto isso em Paris, presenciei o protesto da foto acima, relacionado às condições de vida nas cadeias francesas. O folheto que os manifestantes distribuiam dizia que não era humano 3 presos ficarem juntos em apenas 9 metros quadrados. Os manifestantes ficaram acampados na frente da prefeitura, no frio e debaixo de chuva. Dormiam lá. E o bicho ia pegar. Quase todos os dias vi grupos de policiais se juntando para enfrentar algum tipo de protesto.

Ora bolas, esses franceses precisavam fazer um estágio no Brasil pra ver o que é bom pra tosse.



Escrito por ronas às 03h12

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09.04.2007

fogo no ralo




A vizinha Pands que me perdoe, mas fui cheio de expectativa assistir "O Cheiro do Ralo", filme de Heitor Dhalia com Selton Mello no papel principal, e saí com a sensação de que eu não entendo cinema. Tudo bem que isso seja um pouco verdade, tem muito mais coisas que eu não entendo, mas eu não sabia que era tão verdade assim.
E para fingir que eu não sou cri-cri, digo que o filme não é de todo ruim, até começa bem, com uma bunda, como disse a Pands, maravilhosa, e um tom nas piadas que geralmente eu gosto. A direção de arte também não é exagerada, como em alguns filmes brasileiros que visam o Oscar, e Selton Mello é um baita ator. Mas fica por aí.
Partindo do nome, poderia dizer que o filme é ralo. Não nos apegamos a nenhum personagem e não há nenhum tipo de emoção, nem daquelas bem ruins, que fazem você sair do cinema xingando todo mundo. Com o passar do tempo as piadas vão perdendo a força, e tenta-se a chanchada, tenta-se o surreal. A sensação que se tem é que alguns amigos tiveram uma idéia na cabeça, puseram a câmera na mão e finalizaram o clichê. Chamaram o resto da turma para fazer uma ponta e não tiveram coragem de cortar cenas. Dane-se o ritmo. E parece que não há um roteiro; é curioso entrar no site do filme e ver que na ficha técnica não há roteirista. E sem roteiro, me deculpem os modernos, não dá. Pode até ser que seja pela "técnica" utilizada que as pessoas gostem do filme, ou seja, as coisas irem acontecendo, acontecendo até que nada acontece, mas lá pelas tantas eu não via a hora do filme acabar, curioso apenas em saber que tipo de fim dariam para o nó que foi sendo criado no decorrer. E o fim é o mais óbvio possível. Não leia a próxima frase caso não tenha visto o filme.

Mas por que é que no cinema nacional, quando não se sabe o que fazer, mata-se o personagem principal?

Viram? Não entendo cinema e sou cri-cri.



Escrito por ronas às 09h28

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08.04.2007

sem palavras



Entre os filmes em dvd que eu trouxe das férias está "The Conversation" [1974, Francis Ford Coppola], que acabei de rever.
Dirigido entre as filmagens de "O Poderoso Chefão" I e II, "The Conversation" é uma pequena obra-prima. Nele, Harry Caul [Gene Hackman] é um especialista em "grampear" conversas.
Paranóico e neurótico, Harry entra em crise após gravar uma conversa que pode deixar em perigo um possível casal de amantes.
A cena de abertura mostra o casal caminhando e conversando numa praça lotada de gente em São Francisco. O diálogo é gravado por 3 meios diferentes e depois tem que ser reconstruido no "estúdio" de Harry. Essa reconstrução e os flash backs da cena na praça dão o ritmo do filme, que é também pontuado por um piano climático e toques de jazz.
É interessante que Harry leva uma vida secreta, ao mesmo tempo que desvenda vidas, mas em "The Conversation" essas não são as únicas coisas que aparentam ser o que não são.


Aqui no Brasil o filme está disponível em VHS, com o nome de "A Conversação".



publicado originalmente em Atonal



Escrito por ronas às 02h09

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06.04.2007

youtube classics volume 1




É novela mexicana? É Bollywood?
É Little Superstar.





É Abba? É discoteque?
É Apache.





É penalty? É invasão?
É futebol.



Escrito por ronas às 17h58

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05.04.2007

novela mexicana




hj tem fogo no radio, o programa mais chato do mundo do radio mundial
apresentacao de caco , pands e o garçon do rest alemao

nao eh chato
eh "peculiar"

e ta cada vez pior

ahn... eu nao ouvi o ultimo, ce ouviu?

nao, mas foi o pior de todos os tempos

eu acho que devia ser vc o caco e a joana

eu acho q devia ser o caco e a mae dele

o caco, a tarsila e a sofia... ia ser incrivel

eu nao gosto de radio, nao ouço radio, nao ganho nada com isso e ainda perco oportunidades de fazer coisas mais interessantes
eu vou falar isso pro caco hj.
cansei
e quer saber? enfia o blog no cu tbem

hoje vai ser bom entao

vai ter lavagem de roupa suja ao vivo
ao vivo nao, pq nem isso aquela bosta é

vc tah de mau humor?

dá onde vc tirou isso?
eu tô de bom humor



Escrito por ronas às 15h00

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04.04.2007

limites




Notório aguardava a mulher no carro quando um casal de idosos atravessou a rua e se aproximou da janela.
- O senhor viu um Fiesta que tava ali?
- Não prestei atenção, estou só esperando ela. [E apontou para mulher que saia por um portão].

- Puxa, roubaram meu carro.
- Pois é, tão conservadinho, né, bem?
- Eu sempre estaciono aqui, nunca tivemos problemas, né, bem?
- O cd player novinho, né, bem?

Odalisca [a mulher de Notório] perguntou o que estava acontecendo.
- Roubaram o carro deles.
Então discutiu-se o que fazer. O B.O. tinha que ser feito na hora? Tinha que ser feito no bairro?
- Já sei, você podiam ligar pra 190 e avisar o furto, a polícia já passa a notícia pelo rádio e vocês se informam sobre o procedimento.
- O senhor tem um celular pra emprestar?

Notório já havia tido carros roubados, sabia do desconforto de ficar no meio da rua, sem a certeza de que realmente havia deixado o carro naquele lugar. Notório chegou a dar voltas em quarteirões atrás do seu Fusca, depois do Chevette, e mais recentemente, do Fiesta. Isso o emocionou.
- Tenho.
- O senhor liga pra mim, não enxergo esses numerinhos.

Odalisca se envolveu em pensamentos, "esse Notório, viu? Pensa que é anjo. Me encheu o saco pra que fosse rápido, que não demorasse, e agora tá aí, de secretária desses velhos que a gente nem sabe quem são".

- Dada [assim Notório chamava a mulher], sabe o que é, tinha pensado em deixá-los no metrô mas no 190 disseram que é melhor fazer o B.O. no bairro, aí deram o endereço de uma delegacia, não é muito longe, vamos dar uma carona pra eles, tá?

Odalisca fechou a cara.

O casal sentou-se no banco de trás. Notório encontrou no porta-luvas um guia. A senhora disse.
- Deixa que eu procuro a rua.
Notório ligou o motor.
- Dá pra acender a luz? Não tô enxergando nada.
Luz acesa.
- Dá pro senhor encontrar a rua? Essas letrinhas, né, bem?

O carro em movimento e a senhora dando as coordenadas.
- Agora à direita. Agora à esquerda.
- É por aqui....
- Será que não é melhor a gente parar e perguntar pra alguém?
- Minha senhora, agora Notório sabe onde é.

Silêncio.

Na entrada da delegacia Notório estaciona, Odalisca se despede. O senhor diz.
- Será que podem entrar conosco, como testemunhas?
- Ãh, .... Humm, ok.

Odalisca está furiosa e diz que vai esperar no carro. "Anjo filho de uma puta".

Com o delegado quem falou foi a senhora.
- Foi esse homem, sabe, roubaram nosso carro e ele estava bem na frente mas diz que não viu nada, tenho certeza que foi ele e os comparsas dele.

Notório não negou nada. Foi processado e continuará preso até novembro. Enquanto isso, Odalisca conheceu na delegacia um traficante chamado Pablo e se mudou com ele para Ubatuba. O casal de idosos toda semana leva um bolo para Notório na cadeia, desde que ele não atrase as prestações do Vectra zero.



Escrito por ronas às 00h01

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03.04.2007

toilette que pariu




É isso meus amigos, assim se faz número um e número dois nos bares uh lá lá. Meninos e meninas.



Escrito por ronas às 11h50

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02.04.2007

direitos a todos




Estamos vivendo pelo menos duas situações absurdamente patéticas no âmbito futebolístico no momento. Situações que podem metaforicamente servir como retrato do ser tupiniquim. E tudo com o aval da mídia, nossa eterna Big Brother.

Na verdade em pouco tempo isso vai passar batido e outras situações similares vão aparecer. Por exemplo, recentemente o São Paulo Futebol Clube se gabava de estar há xis jogos invicto, e nesses jogos os dirigentes do clube incluiam uma excursão do time B à Índia. Como bem disse Juca Kfouri; e se o time B perdesse um jogo na excursão, iriam contabilizar como fim da invencibilidade do time principal?
O fato é que mais tarde o São Paulo perdeu, e morreu a história.

Então, voltando ao presente, a primeira situação absurda diz respeito aos 1000 gols do Romário, que todo mundo sabe, fez as contas ele mesmo e a coisa espalhou feito spam. É estranho como a balbúrdia surgiu de repente. Ninguém comentou quando ele fez 500, nem 600, nem 726 gols, que já seriam marcas para se comemorar. E agora, mesmo com toda polêmica, parece que rezam para que o baixinho marque, se aposente, e o dia do gol 1000 vire feriado nacional.
A segunda coisa é esse negócio do Palmeiras pleitear e ganhar o título de campeão mundial de 1951. Hoje, antes do jogo contra o São Paulo, Edmundo bem definiu; "esse título é muito bom para a marca Palmeiras". No fim é tudo marca.
Mas o mais engraçado foi, durante a semana, um conselheiro do time propor que a equipe campeã na época saísse em carro aberto pela cidade, sendo que muitos dos ex-jogadores já estão mortos e a maioria dos vivos têm mais de 80 anos. Pensando bem, ver isso ia ser bem divertido, bem Brasil.

Sim, porque essas duas situações tem um quê de Macunaíma, de truquinho, de levar vantagem em tudo.

Por isso a marca Vasco e a marca Fluminense vão requerer a mesma coisa, e depois outros times-marcas procurarão brechas nas leis, na ordem das coisas; tudo para encontrar a oportunidade de ser mais [não melhor], de ter suas utopias passadas registradas na história.

E se todo mundo pode eu também quero; decidi que eu também quero reivindicar umas coisas. Pelo menos uma. Não que eu tenha algum título de futebol que mereça ser passado para o meu nome, mas por exemplo, a virgindade da minha prima de segundo grau, a Mônica, eu tenho quase certeza que eu fui o primeiro. Quero dizer, acho, porque realmente nem sei se eu cheguei ; o que, para o meu departamento de marketing, não importa.



Escrito por ronas às 00h13

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01.04.2007

apelação




A imagem acima foi enviada pela Nana, uma das minhas concunhadas que vive em Londres. Eu sei que é radical sair da alimentação francesa para a inglesa, sorry about that, mas é no mínimo curisoso ver a que ponto chegaram as donas de casa britânicas quando se trata de falta de sexo.



Escrito por ronas às 21h54

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