Blog do Ronaldo

17.06.2007

passeio


Estou aqui.



Escrito por ronas às 17h41

 ]  [ Envie esta mensagem ]

16.06.2007

sonho ou pesadelo?





"Dois anos depois que matei Blyth eu matei meu irmão menor, Paul, por razões diferentes e mais fundamentais do que quando me livrei de Blyth, e então um ano depois disso foi a vez da minha priminha Esmeralda, mais ou menos por capricho. Este é meu saldo até agora. Três. Eu não mato ninguém faz anos, e não pretendo fazê-lo de novo. Era só uma fase pela qual eu estava passando".



"The Wasp Factory" [Iain Banks, 1984] é extremamente bem escrito, nada como essa tradução tosca que fiz da contracapa. O livro não foi lançado por estas bandas.
Já tentei fazer com que amigos próximos o lessem a fim de dividir comigo sua genialidade, sem sucesso. E agora, numa última cartada, apresentei a possibilidade para o Fred, da Barracuda.



Quando li "The Wasp Factory" pela primeira vez fiquei muito impressionado. A história de Frank, um garoto de 16 anos que vive com o pai perto de um vilarejo na Escócia, não era muito normal. A mãe havia largado a família, Eric, o irmão mais velho, estava confinado num hospital psiquiátrico, e o pai mantinha excentricidades como ficar medindo o tamanho de todas as coisas.
Frank dissimulava suas frustrações com estranhos atos de violência, e através de rituais bizarros encontrava conforto na sua rotina. Até que vem a notícia de que Eric fugiu do hospital. Então Frank tem que preparar o terreno para o eventual retorno, o que acaba por mexer profundamente no passado e provocar mudanças radicais na vida de Frank.



Dentre algumas mitologias criadas pelo garoto está A Fábrica de Vespas. Trata-se de um velho relógio encontrado num lixão. Cada número tem uma armadilha para matar uma vespa, e cada tipo de morte [no fogo ou até afogada na própria urina de Frank] tem uma simbologia na qual Frank o futuro. A vespas são colocadas por um buraco no centro do relógio, e perambulam até encontrar seu destino. Outros templos fazem parte dessa mitologia; há o Pólo do Sacrifício, onde esqueletos de animais mortos por Frank são dispostos para proteger as cercanias.



Quando fui pra Nova Zelândia em 99, conheci um lugar chamado Birdlings Flat, uma praia estranha, toda de pedras, e com um vento tão forte que era possível deitar nele, sem cair no chão. Para se ter uma idéia da geografia local, conseguimos atolar um jipe 4x4 naquelas pedras.



Ali havia também uma pequena comunidade, formada por traillers e casas de latão, o mais próximo que encontrei do que seria uma favela por aquelas bandas.
Instantaneamente pensei em "The Wasp Factory", pois seria em Birdlings Flat que eu filmaria o roteiro que um dia iria escrever.



Infelizmente na época fiz poucas fotos do lugar [não haviam as digitais ainda], e, além disso, segundo o Akay, meu amigo local, fotografar a comunidade seria perigoso.
Mais tarde, com a Internet em punho, cacei e encontrei imagens, como as que vemos aqui, mas que sinceramente não acho que transmitam a energia do lugar.



Talvez o Fred não goste do estilo, talvez seja tarde demais para editar "The Wasp Factory", mas se você um dia encontrar numa livraria, e for da Barracuda, a culpa é minha.

E o roteiro?
O roteiro está na página 4.



Escrito por ronas às 03h16

 ]  [ Envie esta mensagem ]

15.06.2007

leiteratura



Trecho de "Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas", que reli recentemente

... Kant diz que existem certos aspectos da realidade que não são diretamente fornecidos pelos dados sensoriais. Ele os chama de a priori.
Como exemplo de conhecimento apriorístico, pode-se citar o "tempo". Não se pode ver o tempo. Também não se pode ouví-lo, cheirá-l0, prová-lo, nem tocá-lo. Ele não está presente nos dados sensoriais quando estes são percebidos. O tempo é o que Kant chama de uma "intuição", que a mente precisa fornecer ao receber dados dos sentidos.
O mesmo acontece com o espaço. A menos que apliquemos os conceitos de espaço e tempo às impressões recebidas, não conseguiremos compreender o mundo, que será como uma massa caleidoscópica de cores, formas, ruídos, cheiros, dores, gostos, sem qualquer significado. Percebemos os objetos de uma determinada maneira porque aplicamos a eles intuições apriorísticas de espaço e tempo, mas não porque os criamos com a nossa imaginação, como defenderiam os filósofos idealistas puros. As formas do espaço e do tempo são aplicadas aos dados assim que eles são recebidos do objeto que os emite. Os conceitos apriorísticos nascem da natureza humana, de modo que nem são causados pelo objeto percebido, nem o criam, mas fornecem uma espécie de filtro por onde passam os dados sensoriais que recebemos. Ao piscarmos os olhos, nossos dados sensoriais nos informam que o mundo desapareceu. Mas essa informação é filtrada e não atinge nosso consciente, porque possuímos em nossas mentes um a priori que diz que o mundo tem continuidade. O que entendemos como realidade é uma síntese contínua de elementos provenientes de uma hierarquia fixa de conceitos apriorísticos e dos dados sensoriais sempre em mutação.
...







Press release da Triton, no São Paulo Fashion Week

A música e seus ícones continuam inspirando a Triton.
Neste verão, a coleção está hot and cool, sensual e
soooo...delicious!!!

Em um mix de formas glamurosas e soooo...funny,
os looks vêm com um ar 90's,
principalmente nos decotes ousados.



Escrito por ronas às 16h57

 ]  [ Envie esta mensagem ]

paura pura





"Os irmãos Cohen não fazem concessões, são os caras que mostram a maldade em estado puro". Essa frase é do André, que minutos antes havia me passado o link pro trailler do filme "No Country For Old Men", da dupla.
Maldade, terror, supense visceral, o que for; desde "Blood Simple" os Cohen não me deixam dormir em paz. E não vai ser diferente dessa vez.

Clique para ver o trailler.



Escrito por ronas às 14h29

 ]  [ Envie esta mensagem ]

14.06.2007

bullshiting





Uma das características mais contraditórias do mundo moderno é que as grandes corporações nos vendem a idéia de que somos indivíduos diferentes por utilizarmos determinada marca e todo mundo usa tal marca e acaba por ficar tudo igual.
Mesmo dentro do conceito de do it yourself, o punk, por exemplo, acabou por criar ícones de moda que se espalharam e foram copiados no mundo todo. O alfinete de fraldas é um exemplo clássico. Há até aquela piada de que no prédio da MTV o piercing é o mesmo que gravatas.
Uma das formas de se escapar dessa padronização é o velho costume de pintar suas próprias camisetas, assim, sua caligrafia acaba por particularizar suas idéias, mesmo que essas sejam ruins.
Já postei aqui uma foto de uma criação minha, onde lia-se Folk U numa Herring que não uso nem como pijama. Mas hoje vi num site algumas frases legais pra gente roubar:

• Your Favorite Band Sucks
• I Appreciate The Muppets On A Much Deeper Level Than You
• Stereotypes Are A Real Time-Saver
• If The Heat Doesn't Kill The Elderly, I Will
• I Wish Somebody Would Do Something About How Fat I Am
• I'm Getting Pretty Good At Masturbating
• Ladies, This Is As Handsome As I'm Going To Get
• You Learn Something New And Depressing Every Day

Considerando que o site vende essas camisetas, é de se supor que nem "pensar engraçadinho" escape da banalização. E partindo do príncipio de que qualquer idéia pode ir parar no peito de qualquer um, chega-se à conclusão de que a particularidade de um pensamento é banal, e que o valor de ser diferente é zero.
E daí?
E daí nada.
Que também daria uma "boa" frase de camiseta.



Escrito por ronas às 01h22

 ]  [ Envie esta mensagem ]

driblando o telemkt


- Bom dia, quem está falando é Suelmi, da operadora x, tudo bem com o senhor?
- Ae, Suelmi, gosstosa, quanto você cobra por um boquete?

•••

- Bom dia, quem está falando é Suelaine, do banco y, tudo bem com o senhor?
- Oi, queridinha, não posso falar agora, me desculpe, tá, mas é que eu tô dando a bunda.

•••

- Bom dia, quem está falando é Sulicleide, do jornal z, tudo bem com o senhor?
- Sim.
- Nós do jornal z vamos estar fazendo uma promoção e o senhor, como assinante, vai estar concorrendo automaticamente a uma viagem gratuita para Porto de Galinhas, com acompanhante, tudo na faixa.
- Sim.
- Só preciso estar confirmando seu nome e telefone.
- Sim.
- Pode estar falando.
- Cláudio Vapovicz.
- Nossa, como vou estar escrevendo isso?
- É polonês: V de viado, A de arroto, P de puta, O de orgasmo, V de viado de novo, I de idiota, C de cu e Z de zabumba.



Escrito por ronas às 00h32

 ]  [ Envie esta mensagem ]

novo, de novo


- O meu nome significa "aquele que reina em silêncio"

- Então cala a boca.



Escrito por ronas às 00h11

 ]  [ Envie esta mensagem ]

deja vu


Dia desses um amigo contou a seguinte história. Ele havia tomado um ácido e vagava pelo Rio de Janeiro esperando que fizesse efeito, só que a coisa era anfetamina pura e as alucinações não vinham. Então ele vagou e vagou pela cidade até que, ao amanhecer, achou que tinha visto na praia o ator Matt Dylon, e pensou, "putz, agora bateu". E só mais tarde descobriu que de fato o ator estava na cidade.

Agora pouco eu tomava minha cerveja enquanto assistia ao jogo entre Boca Juniors e Grêmio. Daí a câmera pára num senhor barbado e eu pensei incrédulo, "nossa, é o Coppola". Como o locutor da Globo não citou nomes, imaginei que a transmissão argentina tivesse focado em alguma personalidade local. Passado um tempo disseram que era mesmo o diretor de cinema.

E assim fica provado que cerveja e ácido anfetamínico fazem com que a gente veja o absurdo da realidade.



música: "At Home He Feels Like a Tourist", Gang of Four



Escrito por ronas às 00h08

 ]  [ Envie esta mensagem ]

12.06.2007

amar é...


Dia dos Namorados é aquele dia em que 90% das mulheres que não namora quer encontrar um par. E a mesma porcentagem de homens que namora queria estar solteiro. Se parte desses 20% se encontra num bar, as estatísticas podem mudar radicalmente.

Fodam-se.
Literalmente.



música: "Ski Bunny", Boss Hog



Escrito por ronas às 16h52

 ]  [ Envie esta mensagem ]

11.06.2007

blogueiro em manutenção

Escrito por ronas às 09h24

 ]  [ Envie esta mensagem ]

05.06.2007

parelelo paralelo


A gostosa da sala finalmente pediu demissão e as outras moças puderam se juntar no almoço pra meter o pau.
- Putinha, arranjou emprego noutra firma, vai ganhar mais.
- Aposto que deu pra alguém pra conseguir.
- Sempre, e aposto que deu aqui também.
- Que raiva!
- Que ódio!
- Gente, pára, vem chegando o Edgar...
- Olás.
- Oi.
- Oi.
- Oi.
- Oi.
- ...
- É fofoca, né?
- Magina...
- Rárá, eu conheço, tavam falando da Bárbara.
- Magina.
- Rárárá.
- Ai, meu, vocês homens são foda, nunca iam perceber as manipulações dela...
- Rá! Sinceramente pouco importavam as manipulações dela, todo dia a gente tava mais preocupado se ela vinha com ou sem sutiã.



música: "Wait a minute", The Jon Spencer Blues Explosion



Escrito por ronas às 20h34

 ]  [ Envie esta mensagem ]

universo paralelo


A apresentadora modelo já convidou pra festa. Quer que todos compareçam com pelo menos alguma "coisa" em dourado, pode ser um brinco, um tênis, um turbante.
- Um turbante???
- É, tá super na moda.
A festa vai ter patrocínio, vodca e tal. Essas festas de Vila Olímpia.
Ainda pouco pesquei a conversa pelo telefone.
- Poxa, sério, você precisa me ajudar. Como que eu vou ficar sem go go boy na minha festa de aniversário?



Escrito por ronas às 18h03

 ]  [ Envie esta mensagem ]

réiva





Parte do saco na lua tem a ver com o politicamente correto.
Faz-se necessária uma campanha anti.
Há exemplos radicais, talvez exagerados, mas torna-se hipocrisia um anti moderado? Existe a possibilidade de um politicamente incorreto politicamente correto?



brinde



Escrito por ronas às 15h47

 ]  [ Envie esta mensagem ]

picadinho à g. gil





"A pior ressaca do mundo é aqui, e agora"



Londres, 89



Escrito por ronas às 09h26

 ]  [ Envie esta mensagem ]

04.06.2007

espelho, espelho meu













Porto, 2004



Escrito por ronas às 01h32

 ]  [ Envie esta mensagem ]